Pesquisar este blog

Translate

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Nanotecnologia e religião: pequenos objetos, grandes dilemas

Marcio Antonio Campos

Mais uma dessas coincidências da vida: estou vendo a sexta temporada de Arquivo X em DVD, e em um dos episódios (chamado S.R. 819) o diretor-assistente Skinner é envenenado com o que parece ser um dispositivo nanotecnológico. E ontem, em um site da Northwestern University, nos Estados Unidos, Elizabeth Bahm publicou um artigo sobre a maneira como a religião pode enxergar a nanotecnologia.
Arnaldo Alves/Arquivo Gazeta do Povo / Mais que a realidade, é o potencial da nanotecnologia que desperta questões de ordem ética.
Mais que a realidade, é o potencial da nanotecnologia
que desperta questões de ordem ética.

Resumindo bem resumido, a nanotecnologia é uma área que lida com pesquisa e produção de objetos em escalas absurdamente minúsculas, da ordem de milionésimos de milímetro. As aplicações mais visíveis (se me permitem o trocadilho) da nanotecnologia atualmente, acredito eu, estão no ramo da eletrônica, onde se consegue colocar cada vez mais componentes e mais informação em peças cada vez menores. No entanto, existem muitos outros usos, já em curso ou apenas imaginados, para a nanotecnologia, como a produção de energia e a medicina.

O artigo começa com a seguinte observação: Avanços científicos e crenças religiosas têm entrado em conflito repetidamente nos últimos anos por causa de temas como pesquisas com células-tronco e evolução. À medida que a nanotecnologia ganha espaço nas vidas dos americanos, pesquisadores se perguntam se ela não encontrará oposição semelhante. É uma constatação correta, mas um pouco incompleta.

De fato, esses dois assuntos costumam opor cientistas e religiosos (percebam que eu não escrevi "opor ciência e religião"), mas esses conflitos não são do mesmo tipo. A discussão sobre a evolução gira em torno de fatos. Ou a evolução aconteceu, ou não aconteceu, e isso independe do que acreditemos (ou não) a respeito do assunto. O que os cientistas fazem é tentar desvendar como ocorreram os processos que levaram a natureza e os seres vivos ao estado atual. Para ficarmos no exemplo dos cristãos, a Bíblia não afirma nada a esse respeito de modo claro, e há interpretações que são incompatíveis com a noção de evolução por seleção natural. Mas, se as evidências científicas apontarem para o outro lado, melhor seguir o conselho de São Roberto Bellarmino e admitir que errada está aquela interpretação da Bíblia (a interpretação, não a Bíblia em si), e não a ciência.

Já a discussão sobre células-tronco embrionárias (por que todo mundo se esquece desse detalhe?) gira em torno depráticas, e não de fatos. Os cientistas podem optar por fazer pesquisa com embrião, ou podem escolher não fazer isso. A objeção baseada em religião também é de uma natureza um pouco diferente, porque ela entra no âmbito moral, envolve ações livres do ser humano. No caso da evolução, não há ações humanas envolvidas, e sim uma discussão sobre o que o mundo é, e o que o mundo foi. No caso das células embrionárias, a discussão é sobre o que nós fazemos e o que nós deveríamos fazer.

Quaisquer objeções de ordem religiosa à nanotecnologia serão desse segundo tipo, de ordem moral, relativas aos usos dessa tecnologia. A autora do artigo identifica os dilemas morais usando palavras do professor Dietram Scheufele: Para algumas pessoas, diz ele, a nanotecnologia pode significar controvérsias como biologia sintética, melhoramento humano ou desenvolvimento de armas. Para outras, pode simplesmente representar melhores tacos de golfe ou equipamento médico avançado. O potencial da nanotecnologia levanta o que Scheufele identificou com uma questão crucial: "Fazemos tudo que é possível agora, deveríamos fazer tudo que é possível? Os conflitos entre o filosoficamente e o cientificamente possível vão surgir, porque a nanotecnologia vai estar presente em praticamente todas as áreas de nossas vidas".

Como vemos, a discussão não é se a nanotecnologia vai permitir criar microchips que serão a marca da besta do Apocalipse (acreditem, já ouvi isso por aí), e sim sobre aqueles usos que, embora cientificamente possíveis, levantam críticas do ponto de vista da moralidade. São preocupações da mesma ordem daquelas mencionadas na semana passada com o DNA sintético. Por exemplo, há quem diga que, no longo prazo, a nanotecnologia vai trazer a imortalidade, ou pelo menos um prolongamento extremo da vida (o que me lembra outro episódio da sexta temporada de Arquivo X, o do fotógrafo). Isso seria correto? Não é preciso esperar que as técnicas existam para promover este debate, pois os conceitos em torno dos quais a discussão aconteceria, como a ideia de dignidade humana, já estão aí para serem aplicados.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Looking at nanotech through the lens of religion


BY ELIZABETH BAHM

religion_church

Scientific advances and religious beliefs have clashed repeatedly in recent years over issues such as stem cell research and evolution.  As nanotechnology becomes a greater part of Americans’ daily lives, researchers have asked whether it will face similar opposition. Experts say that the answer lies in finding solutions to the larger challenges of communicating between science and religion.
In 2008, University of Wisconsin researchers found a link between a higher incidence of religious belief and distrust of nanotechnology. They found greater acceptance of the science in Europe countries where religiosity ranked lower compared with a greater distrust among American citizens who reported that religion played a significant role in their lives.
Dietram Scheufele, a Wisconsin professor of life sciences communication and a lead author on the study, originally published in Nature Nanotechnology, said that this research and his continuing work in the field of society and nanotechnology revealed “perceptional filters” that shape how people use scientific information. He said religion can act as one such filter, serving as a lens that shapes how we see information.
“It didn’t necessarily mean that they don’t know about the scientific information, they just choose to interpret it differently than people who are maybe less religious,” said Scheufele.
Nanotechnology faces unique challenges when it comes to public opinion and perception since it is currently making the transition from an abstraction into realities and concrete applications. To some people, he said, nanotechnology might mean controversial areas such as synthetic biology, human enhancement, or weapons development. To others, it may simply represent better golf clubs and advanced medical equipment.
The possibilities of nanotech raise what Scheufele identified as an essential question:  “Do we do everything that’s now possible, should we do everything – those conflicts between the philosophical and the scientifically possible will emerge because nano will infiltrate pretty much every area of our lives.”
Such questions are a common refrain heard by Gayle Woloschak, director of Chicago’s Zygon Center for Religion and Science, and a self-identified “believing scientist” of Eastern Orthodox faith.  A professor of cell and molecular biology at Northwestern University, she said that concerns and questions over “jumping the gun” with the use of nanotech dominate the conversation when she speaks about the field with religious communities.
“They say things like cell phones come out, everybody uses them, and then after we use them we ask, ‘Are they safe?,’ and that’s sort of the fear with nanotechnology,” said Woloschak.
Philip Hefner, retired director of the Zygon Center and professor emeritus of systematic theology at the Lutheran School of Theology in Chicago, said he has observed a “lukewarm attitude towards technology” among church leaders and theologians.  He noted that while many technological advances are taken for granted, like the presence of computer technology in our lives, more cutting-edge advances such as nanotechnology are often singled out as a target of skepticism.
Hefner placed these concerns in deeply seated dualisms in Western culture and religion, which perceive a clear divide between such realms as mind-body, humans-nature or nature-technology.  Though he said that such dualisms are “deeply embedded in our culture,” he added that many theologians are also working to overcome them through dialogue with science.
“For a long time we’ve thought that those dualisms don’t make sense and that we have to look at things differently.  Science is a big factor in showing us that mind and body are not as distinct as we’d like to make them, and that human beings are part of nature, they’re not separate from nature,” he said.
Just as the religious community faces challenges in reorienting its perceptions, experts also suggested that scientists must to the same. Woloschak said that scientific language can be a barrier to understanding complex concepts, and that opportunities for dialogue between religious and scientific communities can help overcome this obstacle.
She also identified fundamentalist perspectives as an issue for the scientific community as well as the religious one. “I think a lot of scientists lump religious people together as a bunch of fundamentalists,” she said, “So it ends up being that there are misconceptions about each other and they do stem a lot from language issues.”
Scheufele said his research has found a high level of public trust in scientists’ ability to correctly and accurately conduct research, but less trust in their ability to navigate the moral implications of applying research. While scientists have often removed themselves from public debates for the sake of objectivity, he suggested this may do more harm than good to the public discourse.
“The key solution,” he said, “will be the willingness of all of us to have conversations that cover concerns that the public has, which might not be scientific in nature but can benefit greatly from input from scientists.”

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nanorrobô feito de DNA dá os primeiros passos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 13/05/2010
O nanorrobô, com um comportamento que pode ser controlado previamente, foi construído com uma técnica chamada origami de DNA.[Imagem: Paul Michelotti]
Robô molecular
Cientistas norte-americanos criaram um robô molecular autônomo, feito com fitas de DNA, que é capaz de se mover, parar e virar ao longo de uma pista também construída com moléculas de DNA.
A miniaturização dos robôs, fazendo-os encolher até a escala molecular, poderá oferecer aos cientistas ferramentas para atuar em nível molecular que trarão os mesmos benefícios que os robôs e a automação trouxeram para a escala macroscópica.
Embora ainda estejam longe de se tornarem práticos, os robôs moleculares poderão ser programados para avaliar o ambiente ao seu redor por meio de sensores, detectando, por exemplo, moléculas no interior das células que indiquem a presença de doenças.

Robô de DNA
Em teoria, esses nanorrobôs poderão ser capazes de tomar uma decisão - decidir se uma célula é cancerosa ou não - e agir com base nessa decisão - descarregar drogas que eliminem células cancerosas, por exemplo.
Embora o conceito seja promissor, há muitos problemas práticos a serem vencidos. O robô molecular agora demonstrado também pode ser chamado de "moléculas que se comportam como robôs". E como programar moléculas para que elas desempenhem tarefas complexas?
"Na robótica normal, o próprio robô contém as informações sobre os comandos, mas com moléculas individuais você não pode guardar essa quantidade de informações. Assim, a ideia é manter as informações sobre os comandos fora do robô," explica o Dr. Nils Walter, da Universidade de Michigan.
Walter é um dos membros da equipe que construiu o nanorrobô de DNA, que inclui ainda cientistas das universidades de Colúmbia, Arizona e Caltech.

Origami de DNA

A trilha diz ao robô molecular por onde andar, onde parar, virar para a esquerda ou para a direita ou parar. [Imagem: Lund et al./Nature]





O nanorrobô, com um comportamento que pode ser controlado previamente, foi construído com uma técnica chamada origami de DNA.

O origami de DNA é uma espécie de estrutura feita com fitas de DNA que se encaixam autonomamente para formar virtualmente qualquer formato ou padrão.

Usando as propriedades de reconhecimento de sequências dos pares de bases, os origamis de DNA são criados a partir de uma longa fita de DNA e uma mistura de diversos tipos de fitas curtas de DNA que se ligam à fita longa no formato desejado por meio de uma espécie de "grampo".

Os cientistas usaram essa técnica para construir uma pista para o seu nanorrobô na forma de um quadrado com apenas 100 nanômetros de lado e uma espessura de 2 nanômetros.

Trilha de miolo de pão

Mas era necessário ainda dizer ao robô por onde ele deve andar. A trilha, que os cientistas chamam de "trilha de miolo de pão", é formada por oligonucleotídeos - moléculas de DNA com uma única fita - que são conectados aos "grampos" que unem o origami original.

É esta trilha que diz ao robô molecular por onde andar, onde parar, virar para a esquerda ou para a direita ou parar. Os "miolos de pão" representam, assim, os comandos que dizem ao robô o que ele deve fazer.

O robô molecular propriamente dito, medindo 4 nanômetros de diâmetro, foi construído a partir de uma proteína chamada estreptavidina, que possui quatro subunidades idênticas, nas quais podem ser construídas as pernas do robô. Cada perna é também uma pequena fita de DNA ligada à proteína por meio de um composto químico chamado biotina.

"É uma aranha molecular de quatro patas," brinca Milan Stojanovic, que foi o inventor desse robô molecular. Até agora, porém, ele não havia sido capaz de fazer suas aranhas moleculares andarem de forma controlada.

Primeiros passos

Os cientistas usaram moléculas de DNA para construir uma pista para o seu nanorrobô na forma de um quadrado com apenas 100 nanômetros de lado e uma espessura de 2 nanômetros. [Imagem: Lund et al./Nature]


Três das pernas do nanorrobô são feitas de DNA enzimático, uma molécula que se liga e corta uma sequência particular de DNA. A quarta perna é uma espécie de "tiro de partida", que mantém o robô conectado à pista até que ele seja liberado para andar.

Depois que é liberado, o robô segue a trilha ligando-se e cortando as fitas de DNA. "Quando ele corta, o produto se dissocia, e a perna começa a procurar pelo próximo substrato," explica Hao Yan, outro membro da equipe. "O robô pára quando ele encontra uma fita de DNA à qual ele se liga mas não consegue cortar."

Teoricamente, o nanorrobô é capaz de dar milhares de passos. Neste primeiro experimento, contudo, ele deu cerca de 50 passos - um grande progresso em relação às tentativas anteriores, que não passaram dos três passos.

O próximo objetivo dos pesquisadores é adicionar um segundo nanorrobô à mesma pista, fazendo com que os dois comuniquem-se um com o outro e com o ambiente. "A chave é aprender como programar comportamentos de alto nível por meio de interações de baixo nível," diz Stojanovic.

Medos dos nanorrobôs

Manter o controle fora do nanorrobô parece ser uma "vacina" segura contra o maior temor levantado contra robôs capazes de manipular a matéria na escala atômica.

Embora pareça ser muito interessante construir objetos úteis manipulando átomos e moléculas, há sempre o risco de que os robôs saiam de controle e comecem a mexer em átomos e moléculas que não deveriam, estragando o que já estava construído.

Hipóteses ficcionais levantam até mesmo a possibilidade, bastante irreal, de que os nanorrobôs poderiam fabricar outros iguais a eles e, no limite, destruir o planeta inteiro.

Vários outros experimentos já demonstraram dispositivos teoricamente úteis utilizando fitas de DNA - ainda que essa utilidade possa estar décadas à frente.

DNA motorizado viabiliza experimentos moleculares autônomos
Andarilho robótico de DNA imita o sistema de transporte das células
Nanomotor molecular é mais rápido do que instrumentos conseguem medir
Motores moleculares de DNA vão impulsionar nanorrobôs

Bibliografia:

Molecular robots guided by prescriptive landscapes
Kyle Lund, Anthony J. Manzo, Nadine Dabby, Nicole Michelotti, Alexander Johnson-Buck, Jeanette Nangreave, Steven Taylor, Renjun Pei, Milan N. Stojanovic, Nils G. Walter, Erik Winfree
Nature
13 May 2010
Vol.: 465, 206-210
DOI: 10.1038/nature09012

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 12 de março de 2010

In the World: Nanotech on the farm

MIT chemical engineer Paula Hammond lends her nanotechnology expertise to farmers in Africa.

Anne Trafton, MIT News Office

In the World: Nanotech on the farm
Women in Ghana work with cassava, which is cut, milled, pressed and dried
(sometimes fermented first). 
PHOTO COURTESY OF PAULA HAMMOND



Cassava is a tropical root vegetable and staple crop for millions of people in sub-Saharan Africa. However, it’s tricky to handle: Once the root is removed from the ground, it spoils within one to three days, so farmers must get it to processing centers as soon as possible after harvesting it. If they don’t, the crop goes to waste. 

A simple way to prolong cassava’s shelf life could help farmers avoid that waste and sell their crop beyond their local region. Paula Hammond, MIT professor of chemical engineering, and other scientists are now working on an innovative way to help them do that, using nanotechnology — technology that controls material at a molecular or atomic scale. Their idea is to design a plastic storage bag lined with nanoparticles that would react with oxygen, preventing the roots’ oxygen-induced rotting.

“That would enable farmers to harvest and store and process at times convenient to them,” says Hammond, who traveled to Kenya and Ghana last summer with an international group of scientists to meet with farmers and come up with new ways to improve agricultural efficiency.

It may seem odd to send Hammond, a chemical engineer who focuses on nanotechnology, into rural Africa to help farmers. But that’s exactly the point, says Todd Barker, a partner for the Meridian Institute, which organized the trip with funding from the Bill & Melinda Gates Foundation.

Organizers were looking for scientists who specialize in fields not traditionally involved in international development. And they wanted people who knew little or nothing about agriculture, says Barker. “We wanted to get them to look at these particular problems in Africa with a fresh set of eyes.”

‘An important problem’

After the Meridian Institute identified three agricultural chains where farmers needed help — cassava, dairy and maize (corn), Barker enlisted Jeffrey Carbeck PhD ’96, a chemical engineer and entrepreneur, to identify scientists who would fit in with the mission. “I was looking for people who had a deep technical background but had shown they could apply it in multiple areas,” says Carbeck, who knew Hammond from their graduate school days at MIT.

Carbeck thought that Hammond, an expert in designing polymers for drug delivery, sensors and energy, would fit perfectly. Hammond, in turn, was intrigued by the idea. “It sounded like such an important problem, and I had never been to Africa. This was a chance to see it from a very unique perspective,” she says.

Equipped with Land Rovers and digital video cameras, the group of a dozen scientists from around the world traveled to farms throughout the two African nations, talking with farmers to find out the biggest obstacles they face. 

For Hammond, the trip was enlightening. “These working families have very immediate problems and have neither the resources, nor perhaps the voice, to express them to groups of elite scientists, and that’s what this allowed them to do,” she says. “These are really exciting problems outside the realm of what we might normally encounter in academia.”

The team found that dairy farmers have a similar problem to cassava farmers — getting their milk to processing centers before it spoils. Most farms don’t have their own refrigeration facilities, so the farmers have to carry their milk in plastic jugs, usually on foot or bicycle, to the nearest cooling center.

If the cooling centers are far from the farm, the farmers might make only one trip a day, so any milk produced after that trip is in danger of spoiling before the next day’s trip. Milk that goes bad is rejected at the center and dumped out. 

To avoid that waste, Hammond and other scientists in the group came up with the idea to design a milk container with a nanopatterned, antimicrobial coating that would preserve milk longer than a plain plastic jug. 

The African dairy farmers are also interested in a way to easily test their cows to see if they’re pregnant or in heat. Cows must be bred and produce calves in order to produce milk, but if a cow runs dry, it’s difficult to tell whether it’s due to lack of pregnancy or a common udder infection known as mastitis.

There is no simple test for cow pregnancy as there is for humans, but scientists who went on the trip came up with the idea to adapt existing nanopatterned paper sensors to detect bovine pregnancy. 

The Gates Foundation originally planned to allocate funding for two or three ideas that came out of the trip, but there were so many (more than 200, later consolidated into 22 concepts), that the foundation is encouraging the scientists to pursue as many as possible. The Meridian Institute will initially focus on diagnostic tools for mastitis, the new milk container, tick-borne disease and other livestock diseases, safety tests for milk, a modified plastic tank for maize storage, and a new way to dry cassava.

The Meridian Institute is now working on starting up a foundation that would serve as an “incubator” to help develop, test and bring these ideas to commercialization, according to Barker. “The major challenge now is to make sure the ideas that came out of the trip reach the farmers in Africa,” he says.

In The World is a column that explores the ways members of the MIT community are developing technology — from the appropriately simple to the cutting edge — to help meet the needs of communities around the planet, especially those in the developing world. If you have suggestions for future columns, please e-mail newsoffice@mit.edu.

Fonte: MIT

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Impactos das Nanotecnologias sobre a Saúde dos Trabalhadores e sobre o Meio Ambiente

Impactos das Nanotecnologias sobre a Saúde dos Trabalhadores e sobre o Meio Ambiente
5/2/2010

De 25/5/2010 a 27/5/2010

Agência FAPESP – O Seminário Internacional “Impactos das Nanotecnologias sobre a Saúde dos Trabalhadores e sobre o Meio Ambiente” será realizado de 25 a 27 de maio, em São Paulo.

Realizado pela Fundacentro, o evento ocorrerá no Conselho Regional de Química. O prazo para o envio de trabalhos termina no próximo dia 20 de fevereiro.

Aos interessados em apresentar resumos científicos, os temas deverão contemplar alguns dos seguintes temas: Políticas Públicas, Segurança e Saúde do Trabalhador, Meio Ambiente, Toxicologia, Educação, Divulgação Científica, Regulação e Comunicação de Risco.

O envio dos trabalhos deverá ser encaminhado para o e-mail simposionano2010@fundacentro.gov.br até o dia 20 de fevereiro. Para saber os critérios de envio de resumos, clique aqui.

O evento é gratuito e as inscrições poderão ser feitas clicando aqui. O evento é uma parceria entre Fundacentro e instituições envolvidas com nanotecnologia e terá como foco central a discussão dos possíveis impactos da nanotecnologia sobre as condições de saúde, trabalho e vida dos trabalhadores e sobre o meio ambiente e conhecer o resultado de pesquisas realizadas no Brasil sobre o assunto.

O Conselho Regional de Química está localizado à rua Oscar Freire, 2.039, Pinheiros, São Paulo.

Mais informações sobre o seminário: www.fundacentro.gov.br/dominios/CTN/eventos_detalhes.asp?E=913 ou (11) 3066-6116/6323 e 6132.

Fonte: Agência Fapesp

sábado, 30 de janeiro de 2010

Beleza nanométrica

Beleza nanométrica
29/1/2010

Por Fábio de Castro

Pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos, um dos Cepids da FAPESP, destacam-se em mostra internacional on-line de nanoarte organizada nos Estados Unidos. Na foto, imagem de titanato zirconato de cálcio e estrôncio produzida por Daniela Caceta
Agência FAPESP – Objetos um milhão de vezes menores que um milímetro podem ter sua beleza. Por serem capazes de exibir as imagens desse universo minúsculo, os cientistas envolvidos com nanotecnologia têm se tornado verdadeiros artistas. É o que mostra a Mostra Internacional On-line Nanoarte 2009-2010, que teve início na última segunda-feira (25/1) com a participação destacada de um grupo de pesquisadores brasileiros.

Organizada pelo cientista – e artista – Cris Orfescu, professor da Universidade de Nova York (Estados Unidos), a exposição competitiva conta com 150 imagens, das quais 15 foram produzidas por pesquisadores ligados ao Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP – e ao Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN), também apoiado pela Fundação.

De acordo com Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do CMDMC e do INCTMN, a exposição estará aberta para votação até o dia 31 de março.

Até o momento, os brasileiros estão vencendo: das 12 imagens mais acessadas, 11 foram produzidas por três técnicos do INCTMN: Rorivaldo Camargo, Ricardo Tranquilin e Daniela Caceta. O grupo sediado em São Carlos (SP) criou, em 2009, o Projeto Nanoarte, que foi tema de reportagem da Agência FAPESP .

De acordo com Longo, a exposição, que está em sua quarta edição, tem 42 participantes provenientes do Brasil, Alemanha, Canadá, Itália, Romênia, Holanda, Eslovênia, Filipinas e México.

“As imagens são feitas com microscópios de varredura de alta resolução, inicialmente em preto e branco. Depois elas são coloridas em um programa de computador. São tão fantásticas que o resultado são verdadeiras obras de arte. Algumas dessas fotos chegam a ser vendidas por até US$ 15 mil”, contou Longo à Agência FAPESP.

Segundo o professor, a nanoarte não se limita a uma diversão para cientistas. A exibição das imagens tem grande apelo junto ao público, o que proporciona uma popularização da ciência. Além disso, ela pode se transformar em uma verdadeira área de investigação na qual convergem arte, ciência e tecnologia.

“A utilização de ferramentas como a microscopia de força atômica para produzir essas imagens é capaz de revelar segredos dos sistemas complexos, nos auxiliando a compreender a origem de propriedades químicas e físicas dos materiais. Esse é o primeiro passo para o controle dessas propriedades, que conduzirá a aplicações inovadoras”, disse.

Interesse do público

Segundo Longo, os materiais em nanoescala, com pelo menos uma dimensão menor que 100 nanômetros, apresentam propriedades extraordinárias que, muitas vezes, não são observadas em seus homólogos sólidos clássicos.

“A origem das alterações dramáticas nas propriedades físicas e químicas em dimensão nanométrica é um campo de interesse muito importante, pois é no domínio das nanopartículas que esperamos encontrar a diferenciação entre as propriedades do estado sólido e do nível molecular”, afirmou.

De acordo com Longo, quando Orfescu idealizou a mostra, há quatro anos, havia ainda poucas imagens. O crescimento da exposição, hoje com 150 obras e com a participação de vários países, revela um aumento do interesse pela nanoarte.

“Uma mostra como essa é muito importante para nós, pois os CEPIDs têm o dever de fazer a difusão do conhecimento e nós enxergamos na nanoarte uma forma de divulgar a ciência”, disse.

“Quando entram em contato com as imagens que produzimos, muitas pessoas nos procuram para saber como foram feitas. O público começa a se perguntar que materiais são aqueles e ficam curiosos para compreender como conseguimos fotografar algo tão pequeno”, completou.

Fonte: Agência Fapesp

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Inmetro planeja atuações de biotecnologia a nanociência


Alana Gandra - Agência Brasil - 12/01/2010

O ano de 2010 vai marcar a consolidação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em novas áreas, com destaque para biotecnologia e saúde, sustentabilidade ambiental e nanotecnologia e nanociência, expandindo também o trabalho em áreas tradicionais.

Sustentabilidade de biocombustíveis
A informação é do presidente do Inmetro, João Jornada. Um dos projetos nas áreas de biotecnologia e saúde está ligado à questão da sustentabilidade do ponto de vista de biocombustíveis, disse Jornada.
O projeto envolve processos de geração de biocombustíveis com tecnologia de segunda geração, que utiliza a celulose presente nos resíduos da cana-de-açúcar e em outras matérias-primas vegetais. O Inmetro está desenvolvendo também novos padrões para ajudar os laboratórios "nessa corrida por novas técnicas para produzir biocombustíveis por rotas biotecnológicas".

Instituição respeitada
Jornada considerou "altamente positivo" o balanço de 2009 da instituição. "O Inmetro cresceu em todas as áreas e se consolidou internacionalmente de forma muito sólida. O Inmetro hoje é uma instituição cientificamente respeitada em todo o mundo".
Na área científica, foi consolidado em 2009 o Centro de Microscopia do Inmetro, no campus de Xerém, na Baixada Fluminense. Trata-se do maior microscópio eletrônico do Hemisfério Sul, afirmou Jornada, acrescentando que as perspectivas para 2010 são também muito positivas.

Certificações compulsórias
Um dos projetos importantes implantados no ano passado foi o A Caminho da Escola, com o apoio do Ministério da Educação, de certificação de ônibus escolar na área rural. Para 2010, o Inmetro pretende lançar um novo projeto voltado para ônibus escolar urbano.
Outro projeto lançado em 2009 envolve a regulamentação para produtos elétricos, visando torná-los mais seguros, de forma a ampliar o número de produtos certificados compulsoriamente pelo instituto.
Também há previsão de promover em 2010 a certificação na área do turismo de aventura. Na área da segurança pública, a meta é desenvolver um programa de capacitação de peritos em metrologia e qualidade na área forense. "É um projeto importante com o Ministério da Justiça".

Gestão pública
Outro projeto, cujo convênio foi firmado em 2009 pelo Inmetro com o Ministério do Planejamento e o Movimento Brasil Competitivo (MBC), visa a desenvolver tecnologia de gestão para o serviço público. "Este ano, vamos implementar novos programas na área de gestão do serviço público dentro do Inmetro com o objetivo de aperfeiçoar os sistemas de gestão para serem usados por todo o sistema público brasileiro".
O instituto vai iniciar em 2010 grandes projetos na questão padrões genéticos e de confiabilidade nas análises clínicas de laboratórios.
O Inmetro está preocupado ainda com a difusão do conhecimento. Em 2009, ele implantou um curso de mestrado profissional em metrologia e qualidade e, este ano, em parceria com o MEC, pretende criar cursos de graduação em Xerém.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nanoarte de Natal

Filme traz imagens de nanoarte produzidas em várias partes do mundo e fotos da natureza Edição Online - 21/12/2009



Vídeo com imagens de nanoarte produzidas em várias partes do mundo e fotos da natureza. A música de fundo é Adeste Fideles, cantada por Andrea Bocelli. O filme foi feito pela equipe do Centro Multidisciplinar de Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC)/Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN).


Fonte: Fapesp

sábado, 21 de novembro de 2009

Nanopartículas danificam DNA de células protegidas por barreira celular

 [Imagem: Bristol]
Nanopartículas danificam DNA de células protegidas por barreira celular

Cientistas demonstraram em laboratório que nanopartículas metálicas danificam o DNA em células localizadas do outro lado de uma barreira celular, mesmo sem entrar em contato direto com elas.

Ultrapassando as barreiras

Cientistas demonstraram em laboratório que nanopartículas metálicas danificam o DNA de células localizadas do outro lado de uma barreira celular, que se supunha poder protegê-las.

As nanopartículas não causam os danos passando através da barreira, mas gerando moléculas de sinalização no interior das células da barreira, que são então transmitidas para causar os danos nas células do outro lado da barreira.

O que são nanopartículas?

Nanopartículas são partículas com dimensões na faixa dos nanômetros - 1 nanômetro equivale a 1 bilionésimo de metro. Estas partículas diminutas estão no cerne das pesquisas com nanotecnologia e estão sendo testadas para inúmeras utilizações, entre as quais como carregadoras de medicamentos no interior do corpo humano.

Apesar de serem extremamente promissoras em várias aplicações, ainda não há estudos suficientes sobre a eventual toxicidade desse material sobre as células vivas, uma vez que elas são tão pequenas que podem passar pela parede celular, matando a célula.

A presente pesquisa vem reforçar esses temores, uma vez que as nanopartículas aparentemente alteraram o DNA das células mesmo sem um contato direto com elas. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, e publicado na revista Nature Nanotechnology.

Nanopartículas metálicas

Os pesquisadores cultivaram uma camada de células humanas (cerca de 3 células de espessura) em laboratório. Eles então usaram essa camada como uma barreira para examinar os efeitos indiretos de nanopartículas de cobalto-cromo sobre as células que estavam por trás desta barreira.

A intensidade dos danos causados ao DNA nas células localizadas atrás da barreira de proteção foi semelhante ao dano ao DNA causado pela exposição direta das células às nanopartículas.

"Nós precisamos ter clareza de que nosso arranjo experimental não é um modelo do corpo humano. As células submetidas à exposição foram mantidas em meios de cultura, enquanto no corpo elas podem ser separadas da barreira por tecidos conjuntivos e vasos sanguíneos. A barreira consistia de células malignas, com 3 células de espessura, enquanto no corpo humano as barreiras são mais finas e não são formadas por células malignas," explica o Dr. Patrick Case, coordenador da pesquisa.

Efeitos diretos e indiretos das nanopartículas

Gevdeep Bhabra, que realizou os experimentos, afirma: "Ainda que este trabalho tenha sido feito em laboratório, os nossos resultados sugerem a existência de um mecanismo pelo qual efeitos biológicos podem ser sinalizados através de uma barreira celular, o que nos dá insights sobre como barreiras no organismo, como a pele, a placenta e a barreira hemato-encefálica, podem funcionar."

"Se as barreiras do corpo funcionam desta forma, então isso nos dá informações sobre como pequenas partículas, tais como restos de metal ou vírus podem exercer uma influência no corpo. [A pesquisa] destaca também um mecanismo potencial pelo qual poderíamos ser capazes de aplicar novas drogas terapêuticas no futuro," afirma o Dr. Ashley Blom, outro membro da equipe.

Os resultados sugerem que tanto os efeitos diretos quanto os efeitos indiretos das nanopartículas sobre as células devem ser avaliados quando se está pesquisando sua segurança para o homem.

Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O público deve ser incluído no debate sobre a nanotecnologia


O público deve ser incluído no debate sobre a nanotecnologia


Decisões sobre a ciência 07/10/2009
A tomada de decisões sobre a ciência - especialmente sobre campos emergentes como a nanotecnologia - deve tornar-se mais democrática e envolver toda a sociedade.


Esta é a conclusão de um relatório feito por um grupo dos mais renomados cientistas europeus, que tem como título Reconfigurando as Responsabilidades - Aprofundando o Debate sobre a Nanotecnologia.


O relatório ressalta de forma enfática que as atuais formas de gestão dos caminhos da ciência estão limitando o debate público, podendo levar à repetição dos mesmos erros feitos quando do surgimento dos alimentos geneticamente modificados.


Evitando males irreversíveis
A recomendação vem juntar-se a um movimento crescente que defende a atuação preventiva no desenvolvimento de tecnologias inovadoras, permitindo que as tomadas de decisão democráticas funcionem antes que os impactos dessas tecnologias tornem-se irreversíveis.
Analisando esse movimento no contexto das nanociências e das nanotecnologias, o relatório argumenta que o debate na área ainda não avançou o suficiente.


De acordo com o professor Phil Macnaghten, que coordenou o trabalho, embora falar de "desenvolvimento responsável" seja um passo na direção correta, isto frequentemente esconde pressupostos desatualizados.


"As tecnologias estão avançando sem uma reflexão adequada sobre por que elas estão sendo desenvolvidas e sobre o que elas podem significar para a sociedade no futuro. O público está interessado em se envolver na deliberação dessas questões frequentemente de grande alcance que a ciência está lidando, e os legisladores e tomadores de decisão precisam encontrar novas formas para garantir que o público seja ouvido, tratado com respeito e informado sobre as políticas científicas."

O professor Richard Jones, até recentemente o principal conselheiro sobre nanotecnologia da agência de financiamento das ciências do Reino Unido, concorda. "Eu acredito que envolver o público na tomada de decisões sobre as ciências pode levar a melhores resultados - assim como ser fascinante e recompensador para os cientistas envolvidos. Se queremos tornar a nanotecnologia uma ciência socialmente mais responsável, nós precisamos baseá-la em pesquisas na forma discutida neste relatório."


Questões sociais e éticas
A necessidade de ação é mais premente pelo fato de que a nanotecnologia tem o potencial para alterar fundamentalmente a vida em seus aspectos mais básicos, o que levanta profundas questões sociais e éticas.


Mais recentemente, tem sido dada atenção às incertezas com relação aos efeitos de longo prazo que a nanotecnologia possa ter sobre a saúde humana e o meio ambiente, mas o relatório indica que as preocupações do público também se relacionam com o tipo de sociedade que estará sendo criado por meio dessas novas tecnologias.
"É ótimo que haja um movimento na direção do diálogo com o público e de um desenvolvimento responsável das novas tecnologias," continua Macnaghten, "mas até o momento esse movimento não avançou o suficiente. No caso da nanotecnologia, nós descobrimos que o público está ávido por ser incluído na formatação do desenvolvimento dessas tecnologias. Entretanto, os tomadores de decisão ainda não estão levando isso em conta integralmente. Nós gostaríamos de ver os termos do debate sendo totalmente refeitos."


Aceitando os riscos
Como aconteceu no debate sobre os alimentos geneticamente modificados, a pesquisa descobriu que a maioria dos não-cientistas concorda que um certo grau de risco é inevitável, mas estão preocupados sobre as motivações que estão levando ao avanço da nanotecnologia.
De fato, a maioria das pesquisas de opinião questionam se os alegados benefícios da nanotecnologia - que vão dos cosméticos à tecnologia da comunicação - serão, na prática, realmente benéficos.


Recomendações
O relatório oferece várias recomendações para os governantes, políticos e tomadores de decisão envolvidos em criar regras para a nanotecnologia e para outras tecnologias emergentes.
As recomendações incluem a necessidade de descobrir novas formas de envolver o público e de evitar políticas que simplesmente reajam a novas descobertas e aplicações depois que elas já se consolidaram.
"Nós queremos que nossa análise seja útil para aqueles que estão tomando decisões na fronteira da ciência. Ao mesmo tempo, reconhecemos o fato de que isto representa um desafio para encontrarmos novas formas de fazer as coisas, diferente de como elas têm sido feitas até agora," conclui Macnaghten.


O relatório agora divulgado está disponível gratuitamente no endereço http://tinyurl.com/ye87fd6. 
No Brasil, o debate sobre os impactos sociais e ambientais da nanotecnologia é feito pelo projeto Renanosoma (http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/).


Fonte: Inovações Tecnológicas