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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Comitê Interministerial de Nanotecnologia se reúne pela primeira vez



Dando continuidade às iniciativas para impulsionar o setor, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realizou, nesta quarta-feira (31), a 1ª Reunião do Comitê Interministerial de Nanotecnologia (CIN). Criado pela Portaria 510, de 10 de julho, o grupo tem por finalidade assessorar os ministérios na integração da gestão, na coordenação e no aprimoramento das políticas, diretrizes e ações voltadas ao desenvolvimento das nanotecnologias no Brasil. 


Cabe ao comitê, entre outras atribuições, propor mecanismos de acompanhamento e avaliação de atividades na área, bem como formular recomendações de planos, programas, metas, ações e projetos integrados para a consolidação e a evolução das nanotecnologias no Brasil, indicando potenciais fontes de financiamento e os recursos necessários para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

Na abertura do encontro – que discutiu questões relacionadas a recursos, regulação, resultado de editais, entraves e tendências para o setor – o ministro Marco Antonio Raupp explanou sobre a política do ministério para os próximos anos. Ele ressaltou que a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) inclui a nanotecnologia, como “área portadora de futuro” entre os programas estratégicos, fundamental para a promoção da inovação no país.

“Não estamos reinventando a roda, mas reconhecendo a importância da área”, afirmou o titular do MCTI. “O comitê vai nos ajudar no planejamento e acompanhamento das atividades na área. Temos a responsabilidade de organizar isso muito bem, de ter atividade crítica de olhar o futuro e atitude de não apenas distribuir recursos, mas de renovar”, disse o ministro aos integrantes do grupo.

Integração

O secretário substituto da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Adalberto Fazzio, presidiu a reunião. Ele relembrou a trajetória de esforços para integrar as atividades no segmento, que começou a ser articulada por meio de iniciativas com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE, organização social supervisionada pelo MCTI) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

“Temos dificuldades muito grandes de acompanhar o que está acontecendo e sobre o conhecimento existente na área. Temos que integrar tudo isso”, reforçou. “O comitê é um espaço plural que atende a uma antiga reivindicação do setor”, acrescentou Fazzio.

O CIN é integrado por um representante e um suplente dos seguintes ministérios: da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável pela sua coordenação; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); da Defesa (MD); do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); da Educação (MEC); do Meio Ambiente (MMA); de Minas e Energia (MME); e da Saúde (MS).

Além de representantes dos ministérios integrantes, participaram da reunião o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do MCTI, Flavio Plentz, e representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), do Ministério de Relações Exteriores (MRE), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro/MDIC), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa/MS), do CGEE e da ABDI, entre outros.

Interlocução internacional

“Essa iniciativa é fundamental para a evolução da colaboração e da articulação na agenda do governo servindo como interlocutora internacional nesta área”, comentou a coordenadora de Inovação da ABDI, Rosane Marques. Para o chefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do MRE, Ademar Seabra, a iniciativa será útil para conhecer as demandas e os esforços do setor no Brasil e associá-los a outras iniciativas no exterior.

“Ajudar na transferência de conhecimento e de tecnologia e também para fazer ponte do setor produtivo brasileiro com as empresas estrangeiras que atuam nesta área”, explicou. “Para aprendermos melhor sobre a questão da regulação da nanotecnologia com outros países e procurar alinhar as nossas políticas com a de outros países.”

“É importante porque une esforços de vários ministérios para poder alavancar uma tecnologia que é importante para o país. Sabemos de ações que existem de outras pastas que podem ser integradas para otimizar os recursos e multiplicar os resultados”, comentou, ainda, o chefe-geral da Embrapa Instrumentação e representante do Mapa, Luiz Henrique Mattoso.

Para o diretor de tecnologias inovadoras da Secretaria de Inovação do MDIC (órgão que coordena o Fórum de Competitividade em Nanotecnologia), João Lanari, a criação do comitê interministerial é um marco e representa um salto extraordinário para o segmento. “Finalmente, deu para a nanotecnologia um instrumento institucional para atuar com governo federal como um todo e propor ações”, avaliou.

Texto: Denise Coelho – Ascom do MCTI

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nanotecnologia aplicada a alimentos é tema do Simpea




O Departamento de Engenharia de Alimentos da UEM (DAL) promove o VI Simpósio de Engenharia de Ciência, Tecnologia de Alimentos (Simpea) de 28 a 30 deste mês, no Dacese. Um dos destaques do evento é a palestra Nanotecnologia Alicada a Alimentos e Embalagens, que será proferida pelo pesquisador Odílio Assis, da Embrapa Instrumental de São Carlos, no dia 29, às 9h30. A solenidade de abertura será no dia 28, às 20 horas, com a palestra Controle de Processos e o Mercado de Trabalho para Futuros Profissionais da Área de Alimentos. O tema será explorado pelo engenheiro de alimentos da Coamo, Gustavo Henrique Marques.


O Simpea ainda debaterá as propriedades químicas e tecnológicas do amido de mandioca, controle de qualidade, análises especiais em alimentos, aplicação da enzima transglutaminase, processamento de trigo, perfil flash e processamento de cerveja. Ainda na programação, apresentação de trabalhos. Os melhores trabalhos serão publicados na Revista Tecnológica. Inscrições e informações pelos fones 3011-4531 e 3011-5094 ou no site www.dal.uem.br/simpea.  

Fonte: UEM

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Nanomatériaux : deuxième examen réglementaire de la commission

La Commission européenne a adopté hier une communication sur le deuxième examen réglementaire relatif aux nanomatériaux. Elle souhaite une évaluation des risques liés aux nanoparticules au cas par cas.


Nanomatériaux : deuxième examen réglementaire de la commission


Soumettre les nanomatériaux à une évaluation des risques, réalisée au cas par cas : la Commission européenne a adopté hier une communication sur le deuxième examen réglementaire relatif aux nanomatériaux. Considérant ce secteur comme un levier pour relancer la croissance économique, elle souhaite améliorer la législation de l'Union européenne pour assurer une utilisation en toute sécurité de ces matériaux. Il permettrait en effet, selon elle, l'emploi direct d'entre 300.000 à 400.000 personnes en Europe. Au niveau mondial, les 11 millions de tonnes de nanoparticules sur le marché pèseraient près de 20 milliards d'euros.

Ces matériaux sont en effet déjà utilisés depuis plusieurs années dans des matériaux technologiques (batteries au lithium-ion destinées aux véhicules électriques, panneaux solaires, etc.) mais également dans des produits courants comme les pneus, les dentifrices, comme composants des filtres ultraviolets dans les crèmes solaires ou dans des poudres aliments comme agents anticoagulants.

"À la lumière des connaissances actuelles et des avis émis par les comités scientifiques consultatifs de l'UE et des évaluateurs indépendants des risques, les nanomatériaux sont semblables aux substances et produits chimiques normaux, en ceci que certains peuvent être toxiques et d'autres non", pointe la Commission.

En France, la loi Grenelle 2 prévoit la mise en place d'une déclaration obligatoire des quantités et des usages des substances nanoparticulaires ou des nanomatériaux produits, importés ou distribués dans l'hexagone. Ce texte devrait entrer en vigueur en janvier 2013.


La commission européenne considère que le règlement Reach permet un cadre suffisant pour gérer les risques liés aux nanomatériaux. Elle reconnaît toutefois que des exigences plus spécifiques devaient être fixées. Pour cela, elle envisage de modifier certaines des annexes de Reach et interpelle l'Agence européenne des produits chimiques (ECHA) pour qu'elle élabore de nouvelles orientations pour les enregistrements après 2013.

La définition des nanomatériaux, adoptée le 18 octobre,pourrait être intégrée dans la législation de l'UE.

Un besoin de méthodes et d'instruments validés

Le défi scientifique qu'il reste à relever reste concerne les méthodes d'évaluation des risques et les instruments de détection, de caractérisation et d'analyse.

Plusieurs avis de l'Anses recommandent la précaution dans l'utilisation des nanomatériaux notamment dansle cas de travailleurs exposés au quotidien aux nanoparticules. "Au vu des incertitudes quant aux effets sanitaires des nanoparticules, il est plus prudent de déclarer les nanoparticules comme « niveau de danger inconnu » et de les manipuler avec la même prudence que les matières dangereuses, c'est-à-dire d'appliquer les procédures de sécurité sanitaire qui sont utilisées pour diminuer l'exposition aux matières dangereuses", conseille l'organisme. L'Anses pointe un manque d'outils métrologiques fiables et de méthodes d'évaluation pour caractériser efficacement l'exposition des travailleurs et des populations riveraines ainsi qu'une connaissance encore incomplète des effets des nanomatériaux sur la santé de l'homme.

En réponse, l'Ineris, le CEA et l'INRS ont publié le 18 avril un guide méthodologique sur l'évaluation des expositions professionnelles aux nanoparticules.

Une plate-forme web d'information pour des molécules pas comme les autres ?

La Commission devrait lancer une plate-forme web pour diffuser différentes informations sur les nanoparticules et notamment les registres existants à l'échelon national ou sectoriel. Elle lancera également une évaluation approfondie des besoins en matière de collecte de données pour identifier les moyens les plus adéquats afin de renforcer la transparence et assurer un contrôle réglementaire.


"La Commission a esquivé la question clé en comparant les nanomatériaux avec des substances normales (...) Il est très trompeur de suggérer que les règles génériques de Reach, conçus pour les substances normales, sont appropriées pour les nanomatériaux, et en contradiction avec les appels à une approche au cas par cas pour l'évaluation des risques des nanomatériaux", regrette le porte-parole des Verts, Carl Schlyter délégué à Commission de l'environnement, de la santé publique et de la sécurité alimentaire.

Cet avis est partagé par l'association européenne de consommateur, l'Anec. Celle-ci souhaiterait qu'un système de déclaration obligatoire soit mis en place pour les nanomatériaux utilisés dans les produits de consommation.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A eterna busca da pedra filosofal


FERNANDOR@GAZETADOPOVO.COM.BR
Os alquimistas da Idade Média dedicaram suas vidas à busca da pedra filosofal – substância que poderia transmutar qualquer metal em ouro e da qual seria possível extrair o elixir da eternidade. A alquimia anda fora de moda há séculos. Mas a procura daqueles protocientistas medievais segue firme, ainda que de forma bem diferente. Afinal, o motor da história da humanidade talvez possa ser resumido em dois desejos que a pedra hipotética atenderia: riqueza abundante e vida eterna.
Com abordagens muitas vezes completamente distintas, civilizações variadas construíram seus alicerces sobre essas duas aspirações, ora com mais ênfase na busca de uma, ora na outra. A sociedade contemporânea não foge da regra. Organiza-se basicamente para produzir crescimento econômico. Ou seja, para gerar riqueza a partir de matérias de menor valor, tal qual imaginavam os alquimistas. O homem moderno tampouco esquece do sonho da eternidade. A medicina nada mais faz que tentar encontrar o elixir da vida longa.
A pedra filosofal muda de nome, mas sempre é objeto do desejo dos homens. Para alguns, hoje ela se chama nanotecnologia, a ciência dos objetos minúsculos, do tamanho de átomos. Em reportagem da Gazeta do Povo publicada na segunda-feira, o pesquisador Rajender Varma, da Agência Norte-Americana de Proteção ao Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês), diz que a nanotecnologia terá aplicação na indústria farmacêutica – a procura pelo elixir. E assegura que em breve será possível obter ouro a partir de produtos como chás, beterraba ou bagaço de uva (leia a matéria em http://bit.ly/rajender). Para isso, bastaria manipular prótons para construir o metal no nível atômico.
A ciência pode até chegar lá num futuro próximo. Resta saber se o ouro terá valor quando for tão comum como uma beterraba que qualquer um pode comprar na quitanda da esquina. Assim, a procura pela pedra filosofal vai continuar indefinida, para que outra riqueza possa ser produzida.
Talvez a solução para o dilema dos séculos seja resgatar o entendimento mais simbólico da alquimia. Alguns estudiosos dizem que a transmutação dos metais ordinários em ouro nada mais seria que uma metáfora para a busca de cada um pela perfeição; da mudança que o homem comum deve empreender para se tornar nobre e raro. Isso se dá por meio de algo que sobrevive ao tempo, o conhecimento – ou, figurativamente, a pedra dos filósofos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pesquisador vive dias de alquimista

RAFAELA BORTOLIN

Indiano radicado nos EUA transforma vinho, chás, açúcar e suco de beterraba em ouro, prata ou paládio


Hugo Harada/Gazeta do Povo / Rajender Varma faz pesquisas na área de Química Verde e busca soluções na nanotecnologia
Rajender Varma faz pesquisas na área de Química Verde
e busca soluções na nanotecnologia

Imagine misturar vinho tinto com sais de ferro e cobre e, no fim da experiência, obter ouro, prata ou paládio, um metal caro usado em grande escala na indústria e na produção de ouro branco. Agora estenda a experiência e tente a mesma coisa com chás, extrato de plantas, açúcar, suco de beterraba, vitaminas e o bagaço resultante das uvas após o processamento para produção de vinho e tenha o mesmo resultado. Impressionante, não?
Experimentos
Estudos avaliam os benefícios do uso do micro-ondas
Além do uso de nanopartículas, o professor Rajender Varma também participa de estudos sobre os benefícios do uso de micro-ondas para experiências científicas. “Conhecendo as moléculas e a forma como elas se organizam e reagem, comecei a fazer experimentos usando um forno de micro-ondas daqueles de cozinha. Hoje, claro, sabemos que isso não é seguro, mas foi o pontapé inicial para uma série de descobertas interessantes.”
Segundo ele, a experiência é aplicável em muitos contextos, mas um caso clássico é o da purificação da água sem reagentes, mas usando apenas micro-ondas. “Usado em larga escala, é uma forma de despoluir rios e espaços com grandes quantidades de água exigindo menos recursos e de maneira mais sustentável.”
Nanotecnologia é a revolução do século 21
“Nanotecnologia é a revolução do século 21”. É assim, de maneira incisiva, que o professor Varma explica a importância dos estudos em nanotecnologia atualmente. Segundo ele, assim como os teares a vapor e as ferrovias foram cruciais para o período da Revolução Industrial, o desenvolvimento dos computadores e o início dos estudos em nanotecnologia são o foco de uma nova revolução.
“Basta pensar que, há algumas décadas, o primeiro com­­­putador ocupava a área de uma casa inteira. Hoje, tudo aquilo e muitos outros recursos inimagináveis naquela época cabem dentro de um smartphone menor que a palma da minha mão. As coi­­sas estão ficando cada vez me­­no­­­res e mais práticas e isso mos­­tra como a nanotecnologia ainda tende a prosperar muito.”
Os números comprovam a evolução. Em 2001, a Fundação Nacional da Ciência (NSF, na sigla em inglês), agência americana que incentiva a pesquisa em ciência e engenharia nos Estados Unidos, tinha um orçamento de US$ 150 milhões para projetos em nanotecnologia. Em 2005, o órgão fez um pedido ao governo americano para que esse número saltasse para US$ 205 milhões. Outras áreas de interesse do país, como saúde, energia e agricultura, também dobraram seus investimentos na área no mesmo período.
Usos
Hoje, a nanotecnologia é usada em ambientes variados, indo desde a medicina, agri­­cultura e a eletrônica até a produção de sensores e na indústria farmacêutica. “São tantas aplicações que é até di­­fícil citar todas”, comenta Varma.
Para o futuro, o professor Varma acredita que a expecta­tiva é a melhor possível. “Esse trabalho é empolgante porque, a cada processo, mudam as características das substâncias, suas propriedades e usos, então é uma área que nunca para de nos surpreender e desafiar. Esse não é um segmento cujos impactos vamos ver em décadas. É o presente e representa um futuro muito mais próximo que as pessoas podem imaginar.”
O que é?
A nanotecnologia estuda o desenvolvimento de materiais a partir da manipulação de átomos e moléculas. Um novo produto é formado a partir da retirada, adição ou rearranjo de átomos ou moléculas em condições controladas.
Medida
1x10 elevado a -9 é a medida do nanômetro, padrão das pesquisas em nanotecnologia. Um nanômetro é um bilionésio de um metro. Se um nanômetro fosse a medida de uma peça de Lego, um metro corresponderia à circunferência da Terra.
Pois o pesquisador da Agência Americana de Proteção do Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês) Rajender Varma garante que isso não só é possível, mas plenamente viável e não deve demorar muito para virar realidade no cotidiano das pessoas.
Indiano radicado nos EUA, há 35 anos Varma faz pesquisas na área de Química Verde e trabalha em um desafio daqueles: desenvolver e viabilizar alternativas dentro da nanotecnologia capazes de serem baratas, não serem poluentes e representarem soluções sustentáveis para as demandas da indústria e da população.
O pesquisador passou pelo Paraná na semana passada para participar da 4.ª Conferência Internacional de Química Verde, em Foz do Iguaçu, e realizar uma palestra para os alunos dos cursos de Química, Engenharia Química e Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba.
Segundo ele, o principal benefício dos experimentos de nanotecnologia – entre eles, os de obtenção de ouro, prata e paládio – está em criar uma lógica de produção que seja cada vez mais consciente. “Ao adotar a nanotecnologia, deixamos de lado os químicos agressivos e caros utilizados hoje e esses metais passam a ser produzidos a um preço menor e com menos impacto ambiental.”
Cheio de novas ideias, atualmente o professor também trabalha em pesquisas utilizando materiais que não são usados na alimentação humana para desenvolvimento de metais sem impactar na produção de alimentos. O principal representante dessa classe é o sorgo, um grão resistente e mais barato que o milho e o trigo, usado como ração para criação de frangos e porcos.
Restrições
Por enquanto, uma das restrições colocadas pelos críticos da nanotecnologia é que, devido ao tamanho muito reduzido dos materiais utilizados, não há uma tecnologia capaz de contê-los para que não caiam no ar e, dependendo de sua composição, poluam o ambiente. De olho nisso, o professor Varma desenvolveu um estudo no qual nanopartículas foram separadas por magnetismo.
“Magnetizadas, essas partículas podem ser facilmente localizadas e reunidas com o uso de imã. Se você pensar, é possível purificar um copo de água usando essa técnica, então imagine o impacto econômico e ambiental positivo que isso teria para limpar um rio, por exemplo.”
Interesse pela ciência
O professor descarta a ideia de ser um revolucionário, já que, para ele, optar por essa noção de Química Verde e reutilização de resíduos na produção de novos materiais não se trata de uma inovação. “Pelo contrário, é a coisa mais antiga do mundo. A natureza mantém um ciclo próprio em que as coisas são produzidas, cumprem sua função, morrem e são reaproveitadas, dando origem a novas coisas, que reiniciam esse ciclo. O que faço é copiar essa fórmula de sucesso e utilizá-la na ciência.”
Todos os estudos, segundo Varma, servem para mostrar que aquela história de que a ciência é chata e inacessível não passa de lenda. “Ciência pode sim ser legal e ser praticada no dia a dia. Quando falo de minhas pesquisas, é comum prender a atenção das pessoas e, mesmo que não atinja a todos, se ajudar alguns a serem melhores, minha missão no mundo já está completa.”







Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Closing the loopholes on REACH


The upcoming review of the REACH chemicals regulation provides an opportunity to close the loopholes on the legislation and regulate nanomaterials, endocrine disrupters and chemical cocktails, writes Monique Goyens.
Monique Goyens is director-general of BEUC, the European consumer organisation.
"EU legislators are this year due to review REACH, the major chemicals regulation. For a variety of reasons, this is a crucial opportunity to close existing loopholes.
First, REACH is unfit to deal with nanomaterials. Despite recent patchwork improvements, such as the recently updated European Chemicals Agency guidelines on manufacturers’ information obligations and the safety assessments of chemicals, there are still significant risks to the consumer safety and the environment which can be countered by amending REACH.
The one tonne threshold for registration obligations should be lowered from one tonne to 10 kilogrammes.
That there is no legal definition for the term ‘nanomaterial’ in REACH is a serious lack.
Furthermore, all nanomaterials should be considered ‘new substances’ and should necessitate safety testing before use.
There is insufficient transparency as to which products and services use nanomaterials. What consumers need and BEUC is calling for is a mandatory reporting scheme for manufacturers to specify in which products they use nanomaterial and what quantity.
All these goals can only be achieved by amending REACH or the adoption of new nanomaterial specific legislation.
Secondly, REACH must also ensure chemicals harmful to our hormonal system, known as endocrine disrupters, are more effectively regulated. The REACH review should introduce ‘endocrine disrupter’ as a separate category of concern and such chemicals should be classified.
The Commission should adopt a harmonised definition, thus allowing chemicals with endocrine disrupting properties to be quickly put on the candidate list of Chemicals of Very High Concern (CVHCs). Such chemicals would require authorisation prior to their marketing.
Third is the issue of so-called chemical cocktails. Despite a multitude of laws such as REACH, the General Product Safety Directive, sector-specific regulations on toys, food, medical devices etc., we as Europe’s consumers still come into daily contact with a chemical cocktail via the food we eat, the water we drink, the air we breathe, the cosmetics we apply to our skin and the clothes we wear.
This potentially dangerous chemical cocktail can lead to chronic diseases such as infertility, diabetes or cardiovascular illness and can be carcinogenic.
At present, this chemical cocktail is insufficiently considered in EU legislation and the regulatory approach needs urgent modernisation by taking into account the latest scientific findings.
A final point we believe needs addressing during the REACH review is the blatant lack of enforcement – a fact underlined by a recent European Commission study. The resources available to national market surveillance authorities are inadequate to control consumer articles before they are placed on the market. Thus it is likely that consumer products such as textiles or toys containing harmful substances hit our shelves although their use is restricted.
Reviewing a law is an opportunity to make improvements based on past experience. Despite good first steps, improvements are still needed so that REACH makes the use of chemicals in Europe safer."

Fonte: EurActiv

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cientista cria ‘nariz eletrônico’ que detecta gases perigosos no ar


Um professor da Universidade da Califórnia em Riverside, nos Estados Unidos, desenvolveu um equipamento incomum: um “nariz eletrônico” para detectar pequenas quantidades de substâncias sem cheiro que são potencialmente perigosas.
A invenção, segundo um boletim da universidade, tem potencial para ser aplicada em várias áreas. O “nariz” pode ser usado na agricultura, para detectar pesticidas; na indústria, para detectar vazamentos de gás e emissão de poluentes; e com fins militares, para detectar armas químicas.

Foto: Divulgação/Universidade da Califórnia
O protótipo do pesquisador Nosang Myung foi desenvolvido em conjunto com uma empresa de nanotecnologia (ramo que pesquisa tecnologia miniaturizada), mas a patente é exclusiva da universidade, segundo o boletim.
A invenção tem 10 centímetros de largura por 18 de comprimento, afirma o site da universidade. Com esse tamanho é possível usar multi-sensores para detectar até oito toxinas.
A meta do pesquisador é reduzir o protótipo para o tamanho de um cartão de crédito. Só o sensor do equipamento, que teria apenas um canal de detecção de toxina, ficaria com o tamanho de uma unha, segundo a nota da Universidade da Califórnia.
A expectativa da empresa parceira da universidade é começar a vender o produto em 2013. Os esforços da companhia agora são para criar versões ainda menores do “nariz” e programas para a invenção.

Foto: Divulgação/ Universidade da Califórnia
O protótipo inclui entradas USB e sensores de temperatura e de umidade. A próxima versão do projeto, que deve ser divulgada em um mês, vai incluir um GPS e pode vir com acesso sem fio à internet.
Invenções parecidas
A ideia do “nariz eletrônico” não é nova, apesar de os inventos elaborados por cientistas em outros locais do mundo serem usados para outros propósitos.
Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) anunciaram há dois anos que estavam criando um equipamento capaz de identificar cocaína e maconha pelo ar em até um minuto. Também sob o nome de “nariz eletrônico”, o aparelho detectaria a droga mesmo em quantidades muito pequenas, escondidas em bolsas, roupa ou outros objetos.
No fim de 2011, cientistas indianos anunciaram que estavam “prestes” a criar um “nariz eletrônico” para detectar tubercoluse com um sopro. Chamado de “E-Nose”, o dispositivo teria aparência semelhante à de um bafômetro usado pela polícia.
Em Israel, também em 2011, pesquisadores criaram uma invenção similar para detectar sinais químicos de câncer através do hálito de pacientes. O aparelho permite detectar tumores no pulmão, entre outros.
Aqui no Brasil a Universidade de São Paulo (USP) também tem um aparelho semelhante, conforme divulgamos aqui no Blog da Saúde.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CURSO: Nanotecnologia Têxtil

Nanotecnologia ajuda em doença cardíaca

Gautam Naik

Materiais da nanotecnologia foram usados por cientistas para reparar tecidos vitais danificados em ataques cardíacos, sugerindo uma nova maneira de tratar a insuficiência cardíaca.

Os experimentos, realizados em ratos e porcos, resultaram no crescimento de novos vasos sanguíneos e na melhora na função cardíaca, sem efeitos colaterais nocivos, disseram os cientistas, ontem, em artigo publicado na revista "Science Translational Medicine".

"Atualmente, não existem terapias aprovadas na medicina regenerativa para a insuficiência cardíaca", disse Karen Christman, professora assistente de bioengenharia da Universidade da Califórnia em San Diego, que não participou dos recentes experimentos. "Esses resultados são muito animadores."

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de 17 milhões de pessoas morreram de doenças cardiovasculares em 2008. Nos Estados Unidos, cerca de 785 mil pessoas terão ataques cardíacos pela primeira vez neste ano, e 470 mil sofrerão de ataques recorrentes. Embora mais pacientes estejam sobrevivendo a esses eventos, cerca de dois terços não têm uma recuperação completa e ficam vulneráveis à insuficiência cardíaca.

Alguns cientistas esperam poder transplantar células no coração dos pacientes para estimular o crescimento de novos tecidos. Os testes em animais deram resultados promissores, e a expectativa é que os testes em seres humanos em grande escala comecem nos próximos meses. Mas dados preliminares sugerem que o método talvez produza apenas pequenas melhoras na função cardíaca.

Uma técnica alternativa é injetar uma proteína conhecida como VEGF, a sigla em inglês para fator de crescimento vascular endotelial, para estimular o crescimento dos vasos sanguíneos do coração. Esse método não funcionou bem até agora porque a circulação sanguínea no coração tende a impelir rapidamente para fora o VEGF.

Em seus experimentos publicados recentemente, pesquisadores descreveram uma solução de engenharia para o problema. Eles elaboraram fibras com fragmentos de proteína e em seguida formaram com elas uma estrutura quadriculada. Cada fibra tem apenas cinco nanômetros de largura e cem nanômetros de comprimento. (Um nanômetro é o comprimento de três a seis átomos colocados lado a lado.)

A estrutura quadriculada vem sob a forma de um gel viscoso. Os cientistas a mesclaram ao VEGF e injetaram a combinação no coração de dois grupos de animais de laboratório, ratos e porcos, nos quais haviam induzido ataques cardíacos. Em ambos os casos, em vez de ser arrastado pelo fluxo sanguíneo, o VEGF permaneceu fixo na estrutura quadriculada e foi lentamente liberado ao longo de várias semanas.

Estimativa é que, neste ano, 785 mil pessoas terão ataques cardíacos pela primeira vez nos Estados Unidos

As células-tronco da medula óssea normalmente circulam no sangue e fazem parte da "equipe de reparos" dos tecidos danificados. Nos experimentos com animais, quando essas células detectaram que o VEGF estava sendo liberado, elas se transferiram para o coração e ali começaram a produzir vasos sanguíneos minúsculos, ou capilares.

"As nanofibras criam um microambiente especial no coração que mobiliza as células-tronco", disse Patrick Hsieh, cirurgião cardíaco da Universidade Nacional Cheng Kung, de Taiwan, e autor principal do artigo.

No entanto, a formação de novos capilares não basta para ajudar um coração fraco. Para que a regeneração continue, as células-tronco, tanto da medula óssea como do próprio coração, devem ser induzidas a formar uma segunda camada de tecido, necessária para a formação das artérias, que são maiores e mais grossas que os capilares.

Para surpresa dos cientistas, a liberação prolongada do VEGF alcançou esse resultado.

"Esta é a descoberta mais marcante do nosso método", disse Hsieh. "Constatamos um crescimento arterial mais de cinco vezes maior que nos grupos de controle", os quais incluíam um grupo de animais que só recebeu o VEGF, e outro que só recebeu as nanofibras, sem o VEGF. O crescimento de novas artérias contribuiu para melhorar a função cardíaca dos animais, disse Hsieh.

Os pesquisadores também detectaram a criação de novos músculos cardíacos. Isso também é importante, pois o tecido de "cicatrização" que naturalmente se forma após um ataque cardíaco é muito fino e pode ficar esticado de uma maneira que altera a forma do coração. Nas experiências recentes, o gel de nanofibras pareceu reforçar essas áreas mais fracas do coração.

Os resultados benéficos nos suínos foram particularmente importantes, uma vez que seu coração tem semelhança significativa com o coração humano; mas restam dois desafios antes que a técnica possa ser testada em pessoas com segurança.

"Precisamos determinar o efeito de longo prazo nos animais, e precisamos determinar o momento ideal em que as nanofibras de VEGF devem ser administradas", disse Hsieh.

Os pesquisadores disseram que trataram os ratos e porcos imediatamente após um ataque cardíaco. No caso de pessoas, disse Hsieh, também pode ser eficaz ministrar o tratamento na primeira semana após um ataque cardíaco, quando a atividade das células-tronco é maior.

O momento exato agora terá de ser definido. "Embora essa terapia seja promissora", disse Christman, "é importante verificar se o efeito positivo sobre a função cardíaca se manterá em longo prazo."

Fonte: Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária

Fingertip mounted silicon nanomembranes provide sensing platform


The intricate properties of the fingertips have been mimicked and recreated using semiconductor devices in what researchers hope will lead to the development of advanced surgical gloves. The sensing platform, which makes use of silicon nanomembranes, is capable of responding with high precision to the stresses and strains associated with touch and finger movement.


Fabrication steps
Fabrication steps
“Imagine the ability to sense the electrical properties of tissue, and then locally remove that tissue, precisely by local ablation, all via the fingertips using smart surgical gloves. Alternatively, or perhaps in addition, ultrasound imaging could be possible,” said John Rogers of the University of Illinois at Urbana-Champaign.


The team, which also features scientists from Northwestern University and Dalian University of Technology, creates the sensors by transfer printing a preformed mesh structure onto the outer surface of a finger-tube moulded out of silicone rubber.
The researchers experimented with having the electronics on the inside of the device, in contact with wearer’s skin, and also on the outside. They believe that because the device exploits materials and fabrication techniques adopted from the established semiconductor industry, the processes can be scaled for realistic use at reasonable cost.
“Perhaps the most important result is that we are able to incorporate multifunctional, silicon semiconductor device technologies into the form of soft, three-dimensional, form-fitting skins, suitable for integration not only with the fingertips but also other parts of the body,” added Rogers.
Indeed, the team now intends to create a “skin” for integration on other parts of the body, such as the heart. In this case, a device would envelop the entire 3D surface of the heart, like a sock, to deliver various sensing and actuating functions, providing advanced surgical and diagnostic information relevant to cardiac arrhythmias.
Future challenges include creating materials and schemes to supply the device with wireless data and power.
More details are available in the journal Nanotechnology.