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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NanoHouse


NanoHouse: project in some words:

NanoHouse: collaborative project is funded by the European Commission in the frame of FP7 programs: NMP-2009-1.3-1 & ENV.2009.3.1.3.2 "Activities towards the development of appropriate solutions for the use, recycling and/or final treatment of nanotechnology-based products".
This project started January 2010 for a duration of 42 months (until 06/2013) and a total budget of 3.1 M€.
Collaborative project n° 247810

This project aims at promoting a responsible and sustainable development of nanomaterials in building industry through a Life Cycle Thinking approach.

Nanomaterials can bring great advantages to building industry for sustainable development. Indeed, nanoparticles can increase the resistance to ageing (UV, mechanical stress, etc.) of construction materials particularly paints and coatings; they can replace toxic organic biocides and they can be advantageously used for air purification, thermal insulation, self cleaning, etc. Nevertheless, the development of nanomaterials in this economic area can develop dynamically only if the safety of humans and the environment is satisfactorily resolved. As far as human chronic exposure is concerned, addressing the issue of safety, and consequently of acceptability of nanoproducts calls for a focus on the places where people live. In this perspective, buildings and individual houses are critical in that, they constitute the major surrounding of people in developed countries.

The nine partners involved in NanoHouse project are generating missing data on the potential exposure levels and the hazard due to this chronic exposure for 2 nanoparticle types: nano silver and nano titanium dioxide contained in indoor and outdoor coatings and paints. Both direct and indirect exposures (through the environment to human: vegetables, drinking water) are considered.


Fonte: NanoHouse

Nanotêxteis e nanorrevestimentos: avaliação de risco

Nanotêxteis e nanorrevestimentos: avaliação de risco
Um novo estudo desenvolveu critérios de avaliação de risco para nanomateriais engenheirados (ENMs) para auxiliar na informação da inovação e nas decisões políticas. O estudo “Efeitos ambientais e de saúde de nanomateriais em nanotêxteis e revestimentos de fachadas” esclarece que o design do produto pode influenciar a liberação involuntária de ENMs e que, é possível fazer escolhas responsáveis, combinando conhecimento sobre o ciclo de vida do produto com uma supervisão sistemática dos potenciais riscos, quando do desenvolvimento de futuros produtos.

A saúde humana e ambiental podem ser prejudicadas pela liberação involuntária de ENMs usados em produtos tais como têxteis e revestimentos de fachadas e edifícios. Os ENMs são finamente divididos para que se aproveitem suas propriedades únicas – físicas, químicas e mecânicas –, originadas em função de escalas muito pequenas, de até um décimo de milésimo de milímetro de tamanho. Os ENMs são de considerável valor na construção, nos setores médico e de transporte por serem autolimpantes. Além disso, podem ser resistentes à radiação ultravioleta, retardadores de chama, resistentes à prova de risco e apresentarem propriedades de resistência à sujeira.

Por enquanto, muito pouco pode ser concluído, de forma totalmente confiável, sobre a exposição aos ENMs e seus potenciais riscos. Entretanto, pelo fato das decisões sobre seu desenvolvimento terem que ser tomadas hoje, o estudo conduzido, em parte dentro do Projeto NanoHouse, oferece critérios de avaliação para ajudar a assegurar que o desenvolvimento seja tão sustentável e seguro quanto possível, frente à revisão da regulamentação da nanotecnologia, realizada em 2010.
Os pesquisadores avaliaram o que se entende atualmente sobre os riscos potenciais colocados pelos ENMs usados em nanotêxteis e revestimentos de fachadas de edifícios, por meio de uma vasta revisão dos estudos científicos prévios, utilização de modelagem matemática do comportamento de novos ENMs e toxicologia para humanos. Os pesquisadores identificaram critérios para a saúde humana e o meio ambiente, os quais incluem: efeitos ambientais; solubilidade em água; sedimentação; estabilidade durante incineração; impacto sobre instalações de tratamento de água; toxicidade em humanos; prejuízo ao DNA; transposição e danos às barreiras de tecidos, efeitos de translocação na pele, trato intestinal ou respiratório.

Dependendo do design do produto, uma fração de ENMs é liberada diretamente no ar, provavelmente associada com partículas de tamanho maior. O nanodióxido de titânio está entre uma série de ENMs que têm sido ligados a diferentes graus de disrupção para as funções celulares do cérebro, pulmões e outros órgãos vitais. O principal ponto de entrada de nanopartículas livres são os pulmões. Alguns testes mostraram que os ENMs podem potencialmente levar a danos nos tecidos pulmonares. Seja como for, é importante lembrar que poucos estudos investigaram a toxicidade crônica dos ENMs. Conclusões claras ainda não podem ser tiradas. É difícil quantificar, no presente, o risco preciso para a saúde humana. Existem ainda muitas incertezas, dizem os pesquisadores.  Além disso, ainda não há métodos confiáveis ou ferramentas para avaliar os níveis de exposição. Em testes, a exposição da pele a diferentes tipos de ENMs não provocou qualquer efeito agudo e a translocação de ENMs não tem sido observada. O tamanha, pureza e forma química dos ENMs podem também variar bastante. A exposição depende fortemente da forma como os produtos são projetados, usados, transportados, estocados e reciclados. É também provável que alguns ENMs mudem com o tempo e sob condições particulares, alterando, possivelmente, sua toxicidade.

Os pesquisadores recomendam investigações dedicadas de produtos ENMs específicos, usando seus critérios de avaliação de riscos, a fim de não só avaliar, mas também minimizar riscos potenciais. Isto é particularmente urgente no setor de construção, uma vez que se acredita que – em 2015 –, 15% a 30% dos revestimentos de fachadas dos edifícios serão baseados em nanomateriais.

Comissão Europeia (Tradução – MIA)

Saiba mais:
O artigo original, de título Environmental and health effects of nanomaterials in nanotextiles and façade coatings, de autoria de Claudia Som, Peter Wick, Harald Krug e Bernd Nowack foi publicado na revista Environment International, volume 37, número 6, páginas 1131-1142, 2011.



Fonte: ABDI

Nanoriscos

BIBLIOTECA LQES DE NANOTECNOLOGIA - NANORISCOS


Aqui há um compêndio de notícias e publicações que se preocupam com os riscos perpetrados e engendrados pelas nanotecnologias.


Vale a pena dar uma olhada!


Acesse: http://lqes.iqm.unicamp.br/institucional/bibliotecas/bibliotecas_lqes_nanotecnologia_nanoriscos.html




Fonte: LQES

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Genes podem ser patenteados, decide Justiça dos EUA

Argumento vitorioso é de que estrutura química de DNA isolado é diferente da existente nos cromossomos de um corpo


O Estado de S.Paulo
01 de agosto de 2011 | 0h 00
Andrew Pollack, The New York Times 

Em um caso atentamente acompanhado, um tribunal federal de recursos dos EUA decidiu na sexta-feira, por dois votos a um, que genes podem ser patenteados, derrubando uma decisão de instância inferior que havia chocado a indústria de biotecnologia.
O Tribunal de Apelações da Vara Federal, especializado em casos de patentes, decidiu que a Myriad Genetics tinha direito às patentes de dois genes humanos usados para prever se mulheres têm um risco aumentado de desenvolver câncer de mama e de ovário.
O tribunal decidiu que DNA isolado do corpo era passível de patentes porque era "nitidamente diferente" em sua estrutura química do DNA que existe dentro dos cromossomos de um corpo. Por conseguinte, o DNA isolado não é um simples produto da natureza, que não seria candidato a patente.
A decisão sobre a questão do patenteamento de genes foi também uma rejeição de argumentos feitos pelo governo de Barack Obama, que havia encaminhado um informe argumentando que DNA isolado não deveria ser patenteado. Esse informe foi contra a política desde há muito em vigor do Escritório de Marcas e Patentes dos EUA de conceder essas patentes.
O tribunal de recursos, porém, se manifestou contra a Myriad em outra parte do caso. Ele decidiu que os pedidos de patente sobre o processo de analisar se os genes de uma paciente tiveram mutações que elevavam o risco de câncer não era patenteável porque envolvia somente "etapas mentais abstratas não elegíveis a patente". O caso poderá chegar à Suprema Corte.
Inovação. A decisão sobre a patente de genes e DNA alegrou boa parte da indústria de biotecnologia. Milhares de genes humanos foram patenteados, e alguns executivos de biotecnologia dizem que essas patentes são fundamentais para estimular a inovação.
"A decisão basicamente aderiu à política que o Escritório de Patentes seguiu desde o início dos anos 80, quando a indústria de biotecnologia nasceu" disse Gerald J. Flattmann Jr., advogado especializado que representa companhias farmacêuticas. "Patentes de genes isolados são a pedra fundamental da indústria de biotecnologia."
Os críticos dizem que é antiético patentear algo que é parte do corpo humano ou do mundo natural. Alguns dizem também que o custo do teste poderia ser reduzido se as companhias não detivessem monopólios de testes em razão de patentes. A Myriad, que possui as patentes dos genes chamados BRCA1 e BRCA2 junto com a Fundação de Pesquisa da Universidade de Utah, cobra mais de US$ 3 mil por seu teste de risco de câncer de mama.
Uma ação questionando as patentes sobre genes do risco de câncer de mama foi movida em 2009 pela União Americana pelas Liberdades Civis e a Fundação de Patentes Públicas, atuando como defensoras de vários pacientes de câncer e de sociedades médicas. /
TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
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Reflexão:

Nanotecnologia poderia ser patenteada?

Vejamos o que nos diz a Lei n. 9.279 de 1996 (Relativo à propriedade industrial):

Art. 8º. É patenteável a invenção que atenda aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial.
(...)
Art. 10. Não se considera invenção nem modelo de utilidade:
(...)  IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais.
(...)
Art. 18. Não são patenteáveis:
I - o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde públicas;
II - as substâncias, matérias, misturas, elementos ou produtos de qualquer espécie, bem como a modificação de suas propriedades físico-químicas e os respectivos processos de obtenção ou modificação, quando resultantes de transformação do núcleo atômico; e
III - o todo ou parte dos seres vivos, exceto os microorganismos transgênicos que atendam aos três requisitos de patenteabilidade - novidade, atividade inventiva e aplicação industrial - previstos no art. 8º e que não sejam mera descoberta.

Parágrafo único. Para os fins desta Lei, microorganismos transgênicos são organismos, exceto o todo ou parte de plantas ou de animais, que expressem, mediante intervenção humana direta em sua composição genética, uma característica normalmente não alcançável pela espécie em condições naturais.

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lavagem de carro mais cara do mundo custa US$ 16 mil em Dubai



Época NEGÓCIOS Online

Empresário britânico montou serviço que utiliza nanotecnologia na limpeza da lataria e microscópio para enxergar toda e qualquer sujeira

Reprodução Daily Mail
Funcionário inspeciona motor de um supercarro na oficina Monza,
em Dubai: serviço que pode ser seu por 'apenas' US$ 16 mil














Para a maioria das pessoas, lavar o carro é uma tarefa que envolve água, sabão, uma esponja e uma flanela. Uma empresa em Dubai decidiu lançar um tratamento inédito, que é um verdadeiro spa. Mas não para você e sim para o seu carro, ou melhor, seu supercarro. O tratamento inclui uma semana de limpeza, com direito a uso de nanotecnologia para detectar e acertar os menores problemas de Rolls-Royces, Ferraris, Jaguars, Maseratis, Aston Martins e afins. Pelo tipo de serviço, seria de se estranhar se ele não viesse acompanhado de uma conta daquelas: a lavagem de carro mais cara do mundo custa US$ 16 mil

Reprodução Daily Mail
Na Monza, os funcionários recebem treinamento durante seis meses,
antes de colocar os dedinhos em carros como Lamborghinis e Ferraris
A empresa Monza Ultimate Detailing and Protection garante que o preço é uma “pechincha” quando comparado ao nível de cuidado dedicado às máquinas. Para começar, os funcionários não podem tocar os carros com as mãos. Eles usam uma combinação de tratamento com água, temperatura e pressão com máquinas desenhadas especificamente para o trabalho. Algumas contam com lentes de ampliação microscópica para que se possa enxergar a menor sujeirinha. A mistura leva ainda um ingrediente “secreto”, que a Monza não revela nem aos clientes. 
Os paineis e os assentos em couro recebem tratamento com óleos naturais para não perderem a maciez. A limpeza é feita três vezes e existe um intervalo de um dia entre um tratamento e outro para permitir que o couro “respire” livremente.
Para trabalhar nesse lugar, o funcionário precisa passar antes por um treinamento de seis meses, antes de pensar em colocar as mãos em uma Ferrari ou Lamborghini.
Reprodução Daily Mail
Motor, carroceria, lataria, interior e pneus recebem tratamento e
limpeza com máquinas desenhadas especialmente para a oficina
Segundo o proprietário, o britânico Frederick Faidhi, o valor de US$ 16 mil aplica-se aos carros customizados, incluindo aqueles com interior desenhado. Para aqueles considerados “padrão”, como BMW e Mercedes, pagando US$ 10 mil está de bom tamanho. O custo inclui correções na pintura, um polimento exterior com nanotecnologia, dez polimentos para vidro, proteção e limpeza interna, rejuvenescimento de farois, 12 limpezas à prova de água para os assentos e quatro tratamentos sanitários para livrar o ar condicionado de qualquer impureza.

“Eu considero uma tragédia quando alguém paga tanto dinheiro por um carro tão incrível e ele termina em uma oficina ou pior, lavado com uma mangueira no quintal”, disse o empresário ao jornal britânico “Daily Mail”. Segundo ele, a água de torneira é contaminada com minerais e ácidos e quando a água evapora, esses elementos permanecem no automóvel. “É isso que deixa marcas na superfície e distorções, que nós chamamos de hologramas. O carro fica melhor do que novo”.
O tratamento dura de 25 a 30 horas, dependendo do grau de “contaminação” do carro. Mas o serviço não se encerra quando o carro deixa a oficina. Segundo Faidhi, o seu pessoal garante que o carro ficará livre de arranhões na pintura durante um ano inteiro. Ah, agora está de graça. 


Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Could Nanotechnology Revolutionize Natural Gas Industry?


Science News

ScienceDaily (Oct. 31, 2007) — Nanotechnology could revolutionize the natural gas industry across the whole lifecycle from extraction to pollution reduction or be an enormous missed opportunity, claim two industry experts writing in Inderscience's International Journal of Nanotechnology. They suggest that nanotechnology could help us extract more fuel and feedstock hydrocarbons from dwindling resources. However, industry inertia and a lack of awareness of the benefits could mean a missed opportunity.

According to Saeid Mokhatab and Brian Towler of the Chemical and Petroleum Engineering Department, at the University of Wyoming, in Laramie, there are many opportunities for the industry to exploit nanotechnology. However, there is a traditional lack of innovation in the exploration and production sector, a perception of high costs, new risks, and a general lack of awareness of the benefits of nanotechnology.
The researchers have now described the potential benefits of nanotechnology, which could change that perception. Mokhatab and Towler point out that nanomaterials, such as nanotubes or engineered porous minerals, might be used in the gas field or other source to improve the efficiency of extraction of a wide variety of hydrocarbon fuel compounds and chemical feedstocks.
Similarly, related nanomaterials might be used to improve purification and storage of hydrocarbons, while yet other nanomaterials might be used in environmental remediation, allowing contaminated sites to be cleaned up of harmful pollutants. Nanomaterials might even be developed as corrosion inhibitors for equipment and at the same time, more sophisticated nanotechnology could be developed as solid-state gas sensors for air pollution monitoring.
"The past decade has seen explosive growth worldwide in the synthesis and study of a wide range of nanostructured materials, the building blocks of nanotechnology," the researchers explain, "Investigations of mechanical, chemical, electrical, magnetic, and optical behavior of nanostructured materials have demonstrated the possibilities to engineer the properties of these new materials for a wide range of applications."
The researchers add that as readily accessible hydrocarbon reserves become depleted, the oil and gas exploration and production industry faces increasing technical challenges. These challenges boil down to increased costs and limitations on drilling and production technologies.


Fonte: Science Daily


Nanotechnology for Water Filter


Science News

ScienceDaily (July 21, 2011) — Nanotechnology has developed tremendously in the past decade and was able to create many new materials with a vast range of potential applications. Carbon nanotubes are an example of these new materials and consist of cylindrical molecules of carbon with diameters of a few nanometers -- one nanometer is one millionth of a millimeter. Carbon nanotubes possess exceptional electronic, mechanical and chemical properties, for example they can be used to clean polluted water.

Scientists of the University of Vienna had recently published to this new research field in the journalEnvironmental Science & Technology.
Among many potential applications, carbon nanotubes are great candidate materials for cleaning polluted water. Many water pollutants have very high affinity for carbon nanotubes and pollutants could be removed from contaminated water by filters made of this nanomaterial, for example water soluble drugs which can hardly be separated from water by activated carbon. Problems due to filters' saturation could be reduced as carbon nanotubes have a very large surface area (e.g. 500 m2 per gram of nanotube) and consequently a very high capacity to retain pollutants. "Maintenance and wastes related to water depollution could thus be reduced," says Thilo Hofmann, Vice Dean of the Faculty of Earth Sciences, Geography and Astronomy of the University of Vienna.
Assessing carbon nanotubes' environmental sustainability
A lot of research has focussed on carbon nanotubes in the past decade. However, the exceptional properties of carbon nanotubes make them difficult to study. Standard methods give limited results and the behaviour of carbon nanotubes in realistic conditions is still poorly understood. "Innovative technologies always come with benefits and drawbacks for human and environmental quality and a good understanding of the interactions between contaminants and carbon nanotubes as well as how carbon nanotubes behave in the environment is essential before they can be used in filters," explains Mélanie Kah, who does research on this project together with Xiaoran Zhang.
A team of researchers at the Department of Environmental Geosciences at the University of Vienna is currently carrying out research on the subject. They developed a method called "passive sampling." Data produced by this new method are much more reliable for realistic applications as they include concentrations likely to occur in the environment (generally very low). This was not possible with classical methods that can only deal with elevated concentrations.
The experiments published now in the internationally recognised journal "Environmental Science & Technology" took more than a year. First, the "passive sampling method" was developed which allows measuring the affinity of a category of carcinogenic contaminants -- i.e. Polycyclic Aromatic Hydrocarbons (PAHs) -- to carbon nanotubes. "Series of tests which use analytical chemistry and electron microscopy were performed with collaborators from the University of Utrecht in the Netherlands, to ensure that the method is suitable, reliable and optimised for carbon nanotubes," illustrates Thilo Hofmann. Once validated, the "passive sampling method" was used to measure the affinity (absorption and adsorption) of several contaminants (PAHs) to carbon nanotubes over a very wide range of concentrations.
Contaminants fight for a place on carbon nanotubes
Another aspect investigated by the scientists of the Department for Environmental Geosciences is the phenomenon of competition between contaminants. Many chemicals often co-exist in the environment, especially in polluted bodies of water. If competition occurs, it means that a contaminant may not attach to carbon nanotubes if better competitors co-exist. Competition is not acceptable for filter application as the efficacy of the filter will vary according to the quantity and type of contaminants present. Studying competition also provides information on the mechanisms of sorption.
Using classical techniques with relatively high concentrations showed that competition can be very strong when three PAHs co-exist with carbon nanotubes. Conversely, experiments with the "passive sampling method" at concentrations likely to occur in the environment showed that no competition occurs if 13 PAHs are considered together. This example highlights the importance of developing and using experimental methods to produce results relevant to environmental conditions. There are still many questions to answer to fully evaluate the potential of carbon nanotubes to clean polluted water. "We keep on working on the subject and the results of our last experiments will be soon presented at international conferences," concludes the environmental geoscientist, Thilo Hofmann.


Fonte: Science Daily 

Nanorrobôs são alimentados sob a pele por um laser


Redação do Site Inovação Tecnológica - 20/07/2011
Energia para nanorrobôs
Os nanorrobôs capazes de entrar pelo corpo humano e "consertar as coisas" continuam restritos ao reino da ficção científica.
Mas Fang-Chung Chen e seus colegas da Universidade Nacional Chiao Tung, em Taiwan, já resolveram um dos grandes desafios para sua construção: a alimentação.
Os pesquisadores desenvolveram um sistema que permite que um nanorrobô sob a pele tire sua energia de uma fonte de luz externa, "iluminando" a pele na faixa do infravermelho próximo.
A radiação é dirigida para a pele do paciente e o robô transforma essa energia na eletricidade necessária para sua alimentação.
Célula fotoelétrica orgânica
O dispositivo é formado por uma célula fotovoltaica orgânica, semelhante às que estão permitindo a criação de painéis solares flexíveis.
Primeiro, Chen e seus colegas tiveram que ajustar a célula solar orgânica para que ela fosse sensibilizada por radiação na faixa do infravermelho próximo.
Além disso, o dispositivo como um todo foi criado pensando no ambiente biológico. No formato de uma fibra, o pequeno coletor de energia é formado por várias camadas, que incluem óxido de estanho-índio e uma mistura de nanotubos de carbono e polímeros.
Os testes foram feitos usando tecidos de porco, em camadas de 3 milímetros de espessura.
Um laser que emite luz na faixa do infravermelho próximo foi disparado sobre a pele, no limiar da tolerância da pele humana - a radiação no infravermelho é essencialmente calor e, acima de um determinado limite, pode causar queimaduras.
A "fibra fotoelétrica" capta a porção da radiação que atravessa a pele e a transforma em eletricidade.
Neuroestimulação e controle da dor
O alimentador de nanorrobôs produziu 0,32 microwatts de energia, mais do que suficiente para alimentar os dispositivos biológicos nas dimensões previstas - o consumo típico de energia para um nanodispositivo é de aproximadamente 10 nanowatts.
Antes que os nanorrobôs práticos fiquem prontos, a tecnologia poderá ser usada para a neuroestimulação, para alimentar sensores biomédicos implantados no corpo ou para disparar a liberação de medicamentos em pontos específicos do corpo.
"Imagine que, com essa técnica, nós poderemos usar métodos ópticos, de forma não-invasiva, para acionar a estimulação elétrica profundamente no corpo humano, para inibir a dor ou para controlar as doenças diretamente," disse Chen.

domingo, 19 de junho de 2011

Russia, Korea and Singapore Announce Launch of the Asia Nanotechnology Fund

St. Petersburg, Russia, June 16, 2011 — RUSNANO, the Korean Ministry of Knowledge Economy’s Korea Institute for the Advancement of Technology (KIAT), Singapore Economic Development Board (EDB), the St. Petersburg Government, 360ip and Samho Green Investment Venture Capital (SGIVC) announced today the formation of the Asia Nanotechnology Fund (the Fund).
The parties entered into a Memorandum of Understanding today as part of the St. Petersburg World Economic Forum. The memorandum was signed by RUSNANO CEO Anatoly Chubais, KIAT Vice President Yeong Cheol Seok, 360ip President and CEO Glenn Kline and SGI President & CEO Taesoo Yang. Also participating in the announcement and expressing their support for the Fund were the Honorable Simon Tensing de Cruz, Singapore Ambassador to Russia, and St. Petersburg Governor Valentina Matviyenko.
Asia Nanotechnology Fund
The Fund — which is being formed as a limited partnership in the Republic of Korea and which will have its Russia team based in St. Petersburg — will have a total capitalization of US$100 million of which RUSNANO Capital LLC, the investment vehicle of RUSNANO, is investing US$50 million and KIAT is investing KRW20 billion (about $18 million). The EDB will support the Singapore-based business of the Fund’s portfolio companies with grants aggregating to US$20 million. No less than 50 percent of the fund will be invested in the Fund’s Russia-based projects.
The Fund will make investments in nanotechnology-related projects, primarily in growth and expansion stage companies and in a select number of early stage companies with the potential for significant returns. The selected companies will have a strong intellectual property position and seek to grow rapidly and expand their market access.
"The fund is a mechanism for finding promising technologies in Russia and Asia alike. This strategic partnership will help us promote Russian high-tech products in international markets," declared Anatoly CHUBAIS, CEO and Chairman of the Executive Board of RUSNANO.
Asia Nanotechnology Fund
KIAT Executive Vice President Mr. Yeong Cheol SEOK commented, "Nanotechnology is one of the key new growth engine industries for Korea and KIAT is very excited to be a significant investor in the Asia Nanotechnology Fund to support cooperation between the nations and to promote international market opportunities."
"We are pleased that the Asia Nanotechnology Fund has attracted new investors. This is a significant milestone since the Memorandum of Understanding signed last year between RUSNANO, 360IP and Singapore EDB. The Fund will enable promising nanotechnology companies setting up in Singapore to accelerate their growth, particularly leveraging Singapore’s cosmopolitan environment and support mechanisms," said Mr. Choon Shian TAN, Deputy Managing Director, Singapore Economic Development Board (EDB).
"Nanotechnology is a key enabler technology for many sectors, providing for tremendous growth opportunities. Through the Asia Nanotechnology Fund, both 360ip and SGI will play an active role in investing and developing nanotechnology companies with high growth potential and the ability to make a strong impact in the marketplace. Russia, Korea and Singapore are hubs for nanotechnology and there is a strong deal pipeline coming from these countries and throughout Asia," added 360ip President & CEO Mr. Glenn KLINE and SGI President Mr. Taesoo YANG.
St. Petersburg Governor Valentina MATVIYENKO stated, "I am very pleased that the Asia Nanotechnology Fund, in partnership with Rusnano, is establishing its fund operations in St. Petersburg, making it the largest venture capital fund to be based in St. Petersburg. We are prepared to provide all the support necessary to make the Fund’s portfolio companies a success and believe they will benefit from all the strong technology resources available in St. Petersburg."

Fonte: Rusnano

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Efeitos das nanopartículas sobre a saúde podem estar errados


Nanotecnologia perigosa

Um detalhe negligenciado ao se projetar os experimentos científicos pode invalidar experiências que tentam medir o efeito das nanopartículas sobre a saúde humana.
Embora as nanopartículas - partículas com dimensões na faixa dos bilionésimos de metro - estejam cada vez mais sendo utilizadas para levar medicamentos até pontos específicos do corpo, pouco se sabe sobre os efeitos das próprias nanopartículas sobre o organismo.
A maioria dos experimentos usa nanopartículas biocompatíveis ou biodegradáveis.
Porém, alguns estudos demonstraram que as nanopartículas podem danificar o DNA das células. Outros pesquisadores chegam a comparar as nanopartículas ao amianto.

Toxicidade

Os estudos - sejam sobre as potenciais aplicações das nanopartículas, seja sobre sua toxicidade - fundamentam-se na capacidade que os cientistas têm para quantificar a interação entre as nanopartículas e as células, especialmente a absorção (ingestão) de nanopartículas pelas células.
Nos testes-padrão de laboratório, que medem a atividade biológica das nanopartículas, as células são colocadas em um prato de vidro - um disco de Petri - e um meio de cultura contendo nanopartículas é despejado em cima delas.
Isto parecia ser o suficiente até agora, segundo a avaliação dos cientistas.
Mas Younan Xia e seus colegas da Universidade Washington, nos Estados Unidos, começaram a questionar essa simplicidade enquanto faziam experimentos com nanopartículas de ouro - largamente consideradas inofensivas ao corpo humano porque o ouro é muito pouco reativo.
E se as células estivessem de cabeça para baixo? Isso faria alguma diferença? Isso mudaria a taxa de absorção das nanopartículas?

Captação celular de nanopartículas

"As pessoas presumem que, se prepararem uma suspensão, a suspensão teria a mesma concentração em todos os lugares, inclusive na superfície das células," diz Xia.
Uma bateria de experimentos com ambas as configurações - padrão e com as células de cabeça para baixo - mostrou que as nanopartículas acima de determinados tamanhos e pesos vão para o fundo da solução.
Assim, as concentrações de nanopartículas perto da superfície celular são diferentes daquelas medidas na solução como um todo, e a taxa de absorção celular é mais elevada.
Os cientistas então concluem, em um artigo publicado na revista Nature Nanotechnology: "Estudos sobre a captação celular de nanopartículas, que têm sido realizados com células na configuração vertical, podem ter dado origem a dados errôneos e enganosos."

Movimento browninano e gravidade

Os cientistas achavam que poderiam assumir com segurança que a concentração das nanopartículas no fluido próximo às células, que determina a captação celular, era a mesma que a concentração inicial das nanopartículas no meio de cultura.
Isso porque, teoricamente, as partículas são pequenas o suficiente para serem facilmente movidas pelo movimento Browniano, o movimento aleatório das moléculas em um líquido.
Por esse raciocínio, a gravidade não superaria essa força para a difusão, e as nanopartículas ficariam dispersas na solução, em vez de se sedimentarem.
Os experimentos mostraram que, para as partículas menores e mais leves, de fato não há disparidade na absorção entre as células na posição vertical e as configurações de cabeça para baixo.
No caso das partículas maiores e mais pesadas, porém, a sedimentação dominou, e as células em posição normal absorveram mais nanopartículas mais do que as células de cabeça para baixo.

Reavaliação

"Todos os trabalhos anteriores precisam ser reavaliados para explicar os efeitos da sedimentação sobre a dosimetria das nanopartículas", concluem os autores.
"Não é diferente com os medicamentos que precisam ser agitados para suspender um pó em água. Se você não agitar o frasco", explica Xia, "você acaba submetendo a si mesmo a sub ou a superdosagens."