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sábado, 7 de dezembro de 2013

Simpósio: Nanotecnologia e Saúde



Data e horário: 09/12 às 9h
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática da USP Ribeirão Preto (CIRP)
Inscrições: Clique aqui

O simpósio reunirá pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e professores de vários setores da USP, tendo como objetivo apresentar os projetos que estão sendo desenvolvidos nas Unidades de Pesquisa e debater as possibilidades e contribuições que a nanotecnologia oferece para a área da saúde.

O evento será aberto pelos Diretores das Unidades do Campus e o Vice-Presidente de Pesquisa da FIOCRUZ, Dr. Rodrigo Stabeli, que irá relatar a experiência e as perspectivas da Fundação em relação à nanotecnologia. Iniciando as palestras, o professor Cláudio Tedesco irá explicar suas pesquisas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP).

Dando continuidade ao simpósio, a professora Maria Vitória Bentley, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP), irá apresentar o Centro Integrado de Nanobiotecnologia e o professor Norberto Lopes (FCFRP-USP) irá explorar as perspectivas de criação de spin-off voltadas para a área de medicamentos.

Fechando a programação da manhã, o professor Fernando Cunha, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), irá relatar as contribuições que a Faculdade vem dando para o desenvolvimento da nanotecnologia aplicada à saúde e o pesquisador Helvécio Rocha (FIOCRUZ) irá discorrer sobre a FioNano.

No período da tarde, o professor Eduardo Cicconi (FFCLRP-USP) irá abordar as atividades em inovação tecnológica relacionadas ao Parque Tecnológico e o professor Pietro Ciancaglini (FFCLRP-USP) irá tratar dos Proteolipossomos e suas as aplicações nanobiotecnológicas na saúde.

O evento contará ainda com as apresentações do pesquisador Marco Krieger (FIOCRUZ) e representantes da Fundação Hemocentro e da Agência USP de Inovação. 


Fonte: USP- Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AEB lança programa de pesquisa e experimentos com nanossatélites

Ab nanossatelite AEB lança programa de pesquisa e experimentos com nanossatélitesAcompanhado do diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Carlos Alberto Gurgel, e dos bolsistas da área de engenharia da Agência Espacial Brasileira (AEB) o presidente da instituição, José Raimundo Braga Coelho, lançou nesta terça-feira (2) o Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens), em Brasília (DF).

O principal objetivo do projeto é qualificar os bolsistas, estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros vinculados aos cursos de Engenharia Aeroespacial para iniciar o desenvolvimento de satélites de pequeno porte e baixo custo.

“O programa Serpens é uma oportunidade para capacitar profissionais dando competência para atuar no setor aeroespacial”, frisou o presidente. Com o programa, disse, “oferecemos a oportunidade de o estudante executar as atividades teóricas, por meio de um projeto prático. Esperamos mobilizar todas as universidades federais e institutos de pesquisa nacionais a participarem do empreendimento”.

Até hoje (4/12), dentro da programação do Serpens, se realiza um workshop com a participação de especialistas de instituições de ensino superior internacionais com destaque e renome na área de nanossatélite como a Universidade de Vigo (Espanha), California Polytechnic State University (EUA), Università di Roma Sapienza (Itália) e Morehead State University (EUA). Juntos com estudantes e professores de universidades brasileiras trabalharão no processo de transferência de tecnologia para o desenvolvimento e construção do satélite de pequeno porte.


Também participaram do evento na sede da AEB representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Cape Peninsula Universisty of Technology, South African National Space Agence (Sansa), Universidade de Vigo (Espanha), Orbital Engenharia, Empresa Airvantis, Alcantara Cyclone Space (ACS), Laboratórios de Sistemas Integráveis Tecnológicos (LSITC) da Universidade de Brasília (UnB), Instituto Federal Fluminense (IFF) e universidades federais.

Fonte: Mundo GEO

Serão as nanopartículas as pílulas do futuro?

Se as nanopartículas abrem novas perspectivas terapêuticas, em particular para os cânceres, a via de administração, exclusivamente injetável, tem limitado o interesse. Tal restrição acaba de ser superada pelos pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, MIT (EUA) que desenvolveram uma geração de nanopartículas capazes de atravessar a barreira digestiva "normalmente" impermeável.
Para atingir a circulação geral, estas novas nanopartículas são recobertas de anticorpos que, como chaves, se ligam aos receptores da superfície do epitélio e abrem a entrada para que se atinja as células intestinais.


Como os anticorpos do leite materno

Para chegar a esta descoberta, os pesquisadores se inspiraram em trabalhos precedentes, os quais mostraram como os bebês que se alimentam de leite materno absorvem os anticorpos maternais contidos no leite. Estes anticorpos se "agarram" aos receptores de superfície, denominados FcRN, permitindo que eles atinjam os vasos sanguíneos através do epitélio intestinal.
Assim, a equipe americana recobriu de proteínas Fc as nanopartículas, dando a estas uma alta capacidade de transporte. Bons resultados foram obtidos com ratos para a administração de insulina por via oral, dado que a passagem de sangue é elevada o suficiente para reequilibrar a glicemia.

Créditos: Christine Daniloff.

"Não há alguma ambiguidade: os pacientes preferem sempre tomar os medicamentos por via oral", explica o professor Robert Langer, um dos autores do estudo. Seria muito interessante aplicar este mesmo princípio visando atravessar outras barreiras, por exemplo a hematoencefálica, pulmonar, ou mesmo a placentária. Diversos tipos de nanopartículas estão atualmente em via de testes clínicos, como certas quimioterapias e os NRA (curtos) interferentes, capazes de "atingir" genes selecionados.

Nota do Scientific Editor - O trabalho "Transepithelial Transport of Fc-Targeted Nanoparticles by the Neonatal Fc Receptor for Oral Delivery", que deu origem a esta notícia, é de autoria de Eric M. Pridgen,Frank Alexis, Timothy T. Kuo, Etgar Levy-Nissenbaum, Rohit Karnik, Richard S. Blumberg, Robert Langer,and Omid C. Farokhzad , tendo sido publicado, on-line, na revista Science Translational Medicine, Vol. 5, número 213, pág. 213ra167, 2013, DOI: 10.1126/scitranslmed.3007049.
Le Quotidien du Medicin (Tradução - OLA).



Fonte: LQES

Government nanotech info 'unbalanced'

brochure
A nanotechnology information booklet produced by the industry department in conjunction with CSIRO (Source: Department of Industry)
Australian government public information on nanotechnology has had a bias in favour of promoting the technology, an independent review has found.
Science and society experts say the findings are a symptom of poor technology and innovation policy in Australia.
An independent review commissioned by the department of industry has found public awareness and engagement activities it ran between 2007-2011, "have not always been effective and balanced".
The review completed in 2012 but released just last week, assessed materials, some of which are still in circulation at the time of writing.
The materials were produced by the now de-funded National Enabling Technologies Strategy Public Awareness Community Engagement (NETS-PACE) program, which was charged with providing "balanced and factual information on enabling technologies to allow the public to make more informed choices".
The reviewers looked at possible "bias, incompleteness or inaccuracy" following concerns raised by a group of non-governmental organisations in April 2010.
"Some of the items make only brief reference to scientific research and public concerns about potential health and environment risks. There is little in the materials about ethical, cultural or privacy issues," said the reviewers, Toss Gascoigne from the Australian Science Communicators, and Dr Karen Cronin from the Asia-Pacific Science and Technology Studies Network.
Among other things, the review identified problems with balance in a nanotechnology and foods fact sheet, public forums (that it said had speakers mainly from the nanotech sector), and modules for high school teaching (that it said neglected to mention the potential risks of carbon nanotubes).
An Avant Card booklet, produced in collaboration with CSIRO in 2009, called 'Does size really matter' "appears to read as a marketing communication text and has a tone of promotion and reassurance", according to the review.
"A dozen or so outcomes are described in positive terms, with no reservations or cautions about possible unintended consequences or side effects."
As part of the review process, a departmental stakeholder committee involving industry and NGOs last year advised that most of the materials reviewed needed to be updated or removed before further distribution, due to bias, omissions, inaccuracies or misleading information.

Public engagement

The review also assessed NETS-PACE's aim of providing "opportunities for diverse members of the public to engage in discussions on enabling technologies".
It found a series of events called "nanodialogues" lacked fairness and transparency and used "well known marketing methods" to generate enthusiasm and support for the technology.
"Our observation is that these events were aimed primarily at anticipating and managing stakeholder responses rather than at dialogue. The expertise used was based more in marketing and public relations than in public engagement," said the review.

Achieving balance

Public engagement consultant, Dr Wendy Russell, who was employed by the department of industry in 2010 says there is a tendency to think that public awareness and engagement means just providing the public with technical facts about new technologies.
But, she says, it's not that simple, and to achieve balance a diversity of both lay and expert views need to be taken on board.
"Most experts are positioned in some way that influences their perspective," says Russell.
"Particularly where there's uncertainty, the question of acceptable risk is not a technical question. It's not objective, because it's based on a certain amount of speculation, but also based on balancing risk and benefit."
"And the assessment of benefit is very much connected to people's perspective on the contributions that the technology might make. And that's where I think bringing in a range of perspectives, including critical ones is important."
Russell developed a new set of ground-rules for the department called Science and Technology Engagement Pathways (STEP), to ensure a diversity of voices, including critical ones, were included in the future, and that these fed into policy-making.
At this stage it is unclear what will happen to STEP since the NETS-PACE program ended in June this year.

'Poor technology policy'

Like Russell, science and society expert Dr Matthew Kearnes of the University of New South Wales believes the findings of the review are a symptom of a larger problem.
"We do technology policy poorly. Technology policy has been replaced by technology promotion," he says. "Good policy in my book is about having multiple inputs into the policy-making process."
Kearnes says it is important to build on initiatives such as STEP and to ensure the input to policy it can facilitate occurs early on in the innovation process.
"We tend to do all of our public engagement and awareness raising after the technologies have really developed," says Kearnes.
"That's too late because by that stage the process of technological development is pretty well locked in."

Government response

In a response, also released online last week, the department of industry points to the reviewers' comments that "problems with balance have receded as the program has matured".
The statement adds "the Department will update or amend materials where possible and appropriate."
But some are critical that many of the materials in questions are still circulating and are concerned at the time taken so far to respond to concerns about bias first raised in 2010.
"We were expecting a response from the government in January," says Louise Sales of Friends of the Earth's Nanotechnology Project.
Kearnes agrees "questions need to be asked" about why the process has taken so long.
"It seems striking to me that the review has taken such a long time to see the light of day," he says.

Fonte: ABC Science

Die Rolle der Nanotechnologie in der Welternährung


Die Herausforderung ist gross – bis 2050 müssen weltweit 2 Mrd. Leute mehr ernährt werden als heute. Um die Nahrungsmittelproduktion steigern zu können, sind verschiedene Technologien gefragt. Nanotechnologie könnte eine davon sein – sie könnte dazu verwendet werden, mehr Nahrungsmittel bei kleinerem Wasser- und Düngerverbrauch sowie geringeren Umweltauswirkungen zu produzieren.
The challenge is clear: globally, we will need to feed two billion extra people by 2050. As politicians, industry and scientists turn their attention to the problem of world food security, many believe we will need to use every available tool to tackle this impending crisis. One such tool could be nanotechnology, the applications of which could potentially help us to produce more food, using less water and fertiliser, and with less of an impact on the environment.
A recent Guardian seminar, sponsored by the European Commission, met to debate how we will continue to feed the world, and the panellists – Terry Jones, Kathy Groves and Ian Illuminato, chaired by Alok Jha – considered how important nanotechnology is likely to be in this task. Their opinions were listened to by members of an invited public audience, who were also able to put questions to the panel.
"The scale of the challenge is reasonably well known," suggested Jones, director of communications at trade association the Food and Drink Federation. "The more pressing number, I think, is the eight billion people on the planet by 2025. If we're going to feed them, then we need to produce more food, from fewer resources, with a smaller impact on the environment – and that's going to require us to think differently."
Futuristic goals
Nanotechnology is the engineering of the very small, at the scale of millionths of a millimetre. It can describe both the futuristic goals of building tiny molecular machines and the more contemporary practice of adding nanoparticle substances to consumer products to make them lighter, stronger or more hygienic.
The current use of nanotechnology in the food industry is still in its early stages and generally builds upon longstanding processes and practices in food production. Jones, however, says it is clear that nanotechnology might provide solutions to a range of industry problems.
"You could see nanotechnology used in the cultivation, production, processing or packaging of food," he said. "It could be used to develop new food products or, indeed, improve existing ones."
As well as reducing water use and contamination in food processing, Jones believes nanotechnology could help make food healthier. "In the UK, we talk a lot about what we need to take out of food, but nanotech could help us to add or enable the release of positive foods as well," said Jones, who noted that 30% of food waste occurs in the home and suggested that nanotech-enhanced packaging might tackle this. He also posited that nanotech could be used to enhance our enjoyment of food by providing us with new textures, tastes and colours.
These ideas sound ambitious and all-encompassing, but, in reality, the current use of nanotechnology in food production is limited. An often-cited contemporary example is nanosalt, smaller grains of salt that provide better coverage of a plate of chips while reducing the overall amount of salt used. So far, however, it has been slow to catch on.
The slow uptake of nanotechnology in food might, in part, be down to people's reluctance to see technology tampering with what they eat.
According to Groves, a food microscopist at Leatherhead Food Research, consumers tend not to realise the extent to which science and technology is already used in the manufacture of their food, and have concerns about the safety, overprocessing and "mucking about" with of what they eat. "People do get worried about [nanosalt]," she said, "but it isn't an issue because it's exactly the same in your body as normal salt."
Groves explained that the public are more willing to accept new technologies as medical treatments than in their foods. "If using nanotechnology or other technologies in drug research will help them combat cancer, say, people say yes. They're all for that because the choice is to take the new drug or suffer severe consequences." According to Groves, people just do not see the same issues for food.

Good regulation

This reluctance to accept nanotechnological tinkering in the food industry is shared by Illuminato, of campaign group Friends of the Earth. He believes that many questions about nanotechnology remain to be answered and, until they have been, it is sensible to be cautious.
"Nanoparticles can be more chemically reactive, they can have greater access to our bodies than larger particles, and when they become more bio-available there's a question of whether that also introduces new toxicity risks," said Illuminato.
He is concerned that, because of their extremely small size, nanoparticles might interfere with DNA or be able to cross the human placenta and blood-brain barriers. "I'm not somebody who thinks technology is malicious – I think it's humans that put that on to the technology," said Illuminato. "It's how we manage these things that's going to be important."
When it comes to using nanotechnology and nanoparticles in the food industry, there was a relatively clear consensus among the panel that good regulation will be crucial. "I'm increasingly beginning to view regulation of the UK and EU food industry as positive," said Jones. "But it has to be smart regulation – it has to enable new technology."
Jones believes these regulations need to be risk-based – focusing on the likelihood of a substance to cause harm and the potential severity of this – but that he has seen many cases in which regulation of the food industry has instead taken a hazard-based approach. This looks only at the potential for a substance to be dangerous, without taking into account the likelihood or scale of such danger.
While regulation is clearly necessary, it seems that, right now, there are not that many nano-enhanced foods to regulate. The discussion struggled to come up with many other cases of contemporary nanotechnological food science beyond nanosalt. One of the few other examples is the use of nano-sized encapsulation and/or emulsification techniques for adding vitamins and flavourings to processed foods.
This does not mean the food industry is short on ideas for the future. It is still early days, but Jones suggested the sky is the limit: "You could use this technology to give you the same eating experience from [a favourite food], but with reduced fat or salt." He said nanotechnology was not about making broccoli taste like hamburgers, but about altering processed foods to be healthier without losing their texture or taste.
Audience member Hilary Sutcliffe, director of the Matter think tank on responsible innovation, was keen to emphasise the limits of nanotechnology in food. "If we're really lucky, we might get nanosalt and a couple of nano-encapsulated vitamins that go in products," she told the panel, describing her disappointment in the progress of nanotechnology in food to date.
Sutcliffe explained that these limited applications are expensive and not that useful: manufacturers would rather just reduce salt content than pay for nanosalt, and vitamins and flavourings do not need to be nano-encapsulated because they can be added to foods at the microscale, rather than at the nano-level, which is one thousand times smaller.
She also suggested that, so far, the possible uses of nanotechnology have only been in Western diets and that people should be realistic about its use for tackling the impending global food crisis. "Nothing about nanotechnology is in relation to anything except Western, expensive foods that are slightly gratuitous and not particularly necessary," she said, before adding that it is not currently helping to feed the world. "If you are going to talk about feeding the world, be brave, take on GM, let's have that discussion."

Genetic modification

It is difficult to talk about the role of technology in increasing the intensification and sustainability of agriculture without discussing genetic modification.
Jones includes GM in his hypothetical toolbox for tackling food security, alongside boosting traditional plant-breeding programmes. "I think all parts of the supply chain [need] to look at the technological solutions that may be at hand – or to embrace new ones – and there are a whole range of potential tools in that toolbox."
Jones agreed that nanotechnology is unlikely to be a useful tool for going "hell for leather" to produce more food. However, he does not believe there is no role for it in food security. "It could be one of the technologies that reduces water, food waste, packaging waste and the impact of agricultural production."
Jones described this as the "smart answer" to global food security. "If we're going to do this sustainable intensification of food security, it is technologies like nano that have the potential to help us with that sustainability side of the equation."

Quelle: The Guardian
Den Artikel finden Sie hier (externer Link, Artikel auf Englisch).
Weitere Informationen:
info@innovationsgesellschaft.ch

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Nanotecnologia: avançam as discussões de fomento à regulamentação

Foto: Eduardo Cunha / ABDI

Atualmente existem no mercado mundial cerca de 1600 produtos produzidos com nanotecnologia. Há oito anos, em 2005, existiam apenas 54. O rápido crescimento desta tecnologia fez surgir a necessidade de uma regulamentação para proteger tanto a saúde humana quanto o meio ambiente. 

Para tratar dos riscos dessa nova tecnologia, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão promovendo encontros entre governo, academia e indústria. Chamado de Ciclo de Diálogos, o evento reuniu nessa terça-feira, 3, especialistas para debater o tema Nanotoxicidade e Análise de Riscos”. A ideia dos debates é subsidiar o aperfeiçoamento da regulamentação, tornando-a indutora da inovação e da competitividade da indústria que utiliza a nanotecnologia no país.

“Existem coisas que antecedem a regularização que são as análises de riscos, os dados sobre a caracterização dos materiais e a nanotoxicidade. Escolhemos os temas dos Ciclos de Diálogos com uma ordem, com uma lógica, pois entendemos que discutir a nanometrologia e nanotoxicidade é fundamental para nos dar mais confiança na tomada de decisão. Juntar essas informações numa análise de risco é a inteligência da regulamentação. Queremos formar conceitos para despois discutirmos a regulação”, declarou a especialista da ABDI, Cleila Pimenta.

Um dos palestrantes do Ciclo de Diálogos foi o professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Antônio Carlos Guastaldi. Responsável pelo Grupo de Biomateriais da Unesp, Guastaldi, apresentou resultados de estudos que apontam possíveis doenças associadas à exposição de nanopartículas como: parkinson, alzheimer, asma, bronquite, enfisema, tumor, trombose, aumento da pressão arterial entre outras.

“Existem pontos a serem investigados e esclarecidos para um maior entendimento científico dos mecanismos de ação das nanopartículas em humanos e no meio ambiente, bem como a padronização e normatização de metodologias específicas para avaliar a nanotoxicidade”, ponderou Guastaldi.

Diretora do Centro de Nanociência e Nanobiotecnologia (CNANO) da Universidade de Brasília (UnB), Zulmira Lacava afirmou que existem muito desafios para a avaliação dos riscos dos nanomateriais. Dentre eles a professora Zulmira destacou a falta de consenso nos riscos reais dos nanomateriais, a falta de dados e de harmonização dos dados, a complexidade dos nanomateriais, as dificuldades da nanometrologia e os quadros de avaliação de risco pouco desenvolvidos.

O professor do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), José Monserrat, explicou que o desenvolvimento de avaliação toxicológica de nanomateriais precisa de modelos animais e respostas biológicas que apresentem “sensibilidade, rapidez e confiabilidade”.

“Os riscos associados ao desenvolvimento das nanotecnologias estará associado não somente à toxicidade dos nanomateriais mas também com a probabilidade deles se encontrarem no ambiente. Este aspecto possivelmente é do que menos informação se dispõe”, afirmou.

Regulamentação
Coordenador do painel: “Nanotecnologia e análises de riscos: impactos e desafios para o setor industrial”, o diretor de regulação sanitária da Anvisa, Renato Alencar Porto, ressaltou que encontros como este são essenciais pela capacidade da academia e da indústria de transmitir o conhecimento para o mundo regulatório.

“A Anvisa precisa ter acesso, conhecimento do que tenha de mais avançado na área da nanotecnologia para fazermos uma regulação adequada que se encaixe no mundo atual”. Para o diretor da Anvisa, os riscos associados à utilização dos nanoprodutos são naturais e isso não é um diferencial. Segundo ele, o importante são os nanoprodutos em si, que é algo novo, algo que o mundo inteiro ainda está caminhando para regular.

“Eu diria que neste ponto estamos caminhando como não havíamos caminhado em outros processos para que este processo regulatório seja feito da forma mais adequada. Esse é um dos motivos de estarmos aqui hoje debatendo, discutindo trazendo ao conhecimento não só da academia, da agência reguladora, dos fabricantes mas de todos para que ao final possamos ter uma regulamentação da melhor forma possível”, afirmou.

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Willian Waissmann, destacou que a regulação faz parte do processo de produção. “Tem que fazer parte deste processo. Queremos um produto bem feito e um produto bem feito necessariamente é regulado”, opinou.

O consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Geraldo Lucchese, vai além e questiona os altos investimentos de muitas empresas em Pesquisa e Desenvolvimento de nanotecnologia, antes mesmo de uma regulamentação. “Será que vale a pena tantos investimentos se depois podemos descobrir que existem riscos? Precisamos urgentemente monitorar o que já está em uso”, declarou.

Indústria
O Ciclo de Diálogos também teve a participação de representantes da indústria como o gerente de Engenharia da Neodent, Alexsander Luiz Golin. Contrário à opinião do consultor legislativo Luchese, Golin destacou que a indústria anseia por mais pesquisa e desenvolvimento. “Com mais conhecimento conseguimos gerenciar e minimizar os riscos”, explicou.
O gerente da Neodent aproveitou sua fala para parabenizar o papel da Anvisa no processo regulatório. “No último mês a Anvisa passou uma semana na nossa empresa. Antigamente passava uma tarde. E isso é importante. Nós representantes da indústria queremos uma regulamentação, queremos colaborar com a Anvisa para termos sempre produtos confiáveis, seguros e para estarmos sempre dentro da lei”, afirmou.

Ao final de sua apresentação a diretora técnica do Laboratório Biosintesis P&D do Brasil Ltda, Fabiana Medeiros, aproveitou para propor a criação de uma Comissão para elaborar, sob a coordenação da Anvisa, um Guia de Segurança para a área de nanotecnologia.

“Já existem outros Guias de Segurança que deram muito certo, acredito que poderia ser feito um de nanotecnologia também. Isso auxiliaria muito as indústrias”, finalizou.

Assessoria de Comunicação Social ABDI
Eduardo Cunha


Fonte: ABDI

A Era dos Pequenos, Micros e Nano Satélites (3)



José Monserrat Filho



Hoje faremos uma breve viagem no tempo. Vamos visitar o passado. Para começar, permitam-me aterrissar, em 1989, na Universidade Internacional do Espaço (International Space University - ISU), criada no Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA, em 1987, com o entusiástico apoio do escritor Arthur C. Clarke (1917-2008), autor do conto que deu origem ao filme "2001 - Odisséia no Espaço". A ISU segue viva e ativa até hoje em sua sede em Estrasburgo, França, já tendo graduado mais de 3.700 estudantes de mais de 100 países.

Em meados daquele 1989, vinte anos após dois seres humanos terem pisado na Lua pela primeira vez, apenas dois brasileiros figuravam entre os cerca de 120 alunos do então segundo curso de verão (dois meses e meio) da ISU: Antônio Fernando Bertachini de Almeida Prado - hoje renomado pesquisador, chefe da Divisão de Mecânica Espacial e Controle e presidente do Conselho de Pós-Graduação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - e eu. Foi uma experiência rica e inesquecível. Tivemos um painel amplo, atualizado e prático das atividades espaciais em seus muitos e variados aspectos.

Lá, pela primeira vez, ouvi falar na Universidade de Surrey, sediada no Reino Unido, como pioneira no desenvolvimento de micros satélites. Por isso, veio-me a ideia de descer em Surrey, nesta viagem no tempo, para saber um pouco de tudo que ali aconteceu.

Quem nos conduz no passeio é ninguém menos que Sir Martin Sweeting, professor, doutor, diretor do Centro Espacial de Surrey e diretor executivo da empresa Surrey Satellite Technology Ltd (SSTL), hoje controlada pela EADS Astrium NV. Em 2001, ele proferiu histórica conferência na Academia Real de Engenharia (parte da Royal Society) sobre o tema "Micros e nano satélites - Um admirável mundo novo (Micro/NanoSatellites - A Brave New World).

Vamos ouvir trechos do que disse Martin Sweeting (The Guardian, 10/10/2001):

"No início, a vida surgiu em nosso planeta em escala molecular e, gradualmente, desenvolveu-se, por via de uma única célula, para organismos multicelulares, que cooperavam em colônias. Finalmente, apareceram pequenas criaturas complexas e móveis capazes de aproveitar as oportunidades de um mundo multidimensional. Através de um processo de seleção natural e apoiadas por um clima favorável, algumas espécies prosperaram e cresceram de forma excessiva, culminando com o reino dos dinossauros.

"A história da exploração espacial pelos humanos não é muito diferente. Ao longo de dezenas de milhares de anos, as primeiras tentativas da humanidade de compreender o Cosmos se restringiram a observações intrigantes feitos a partir da superfície de duas dimensões do nosso planeta. Medidas pequenas, mas essenciais, foram sendo tomadas de modo incremental, e avanços foram sendo alcançados até que, por fim, a humanidade, no século passado, soltou-se, logrando acesso limitado à terceira dimensão - como os primeiros anfíbios - graças ao transporte pela atmosfera. Mas, como a tecnologia humana se multiplica rapidamente, o próximo e mais profundo passo fora da nossa biosfera e na direção do infinito do espaço exterior ocorreu apenas uma geração depois.

"Cerca de 45 anos após os nossos primeiros passos no espaço, colocamos os pés em outro mundo, exploramos as vizinhanças e espiamos os recantos escuros do cosmos. Mais perto de casa, estabelecemos um posto tripulado na beira do espaço e usamos órbitas próximas da Terra para observar a conduta do nosso planeta (e de seus ocupantes) e prestar serviços de comunicações e navegação para muitos habitantes do nosso mundo. Os satélites que passaram então a orbitar a Terra evoluíram rapidamente e, como na era dos dinossauros, foram se tornando cada vez maiores - espaçonaves de cinco toneladas custando muitos 100 milhões de dólares eram e ainda são comuns.

"No entanto, como com os dinossauros, o clima mudou rapidamente na era pós-Guerra Fria e surgiu uma espécie menor, "de sangue quente", ágil e rápida no pensar, para competir no novo ambiente de espaço: nascia a era do micro satélite.

"A vida muitas vezes se desenvolve em lugares surpreendentes, onde em dado momento as condições são precisamente as próprias para promover um novo crescimento. Os micros satélites modernos emergiram, não de agências espaciais tecnicamente avançadas e bem financiadas, mas da Universidade de Surrey. no Reino Unido. Esta não é a hora de contar a cronologia detalhada do desenvolvimento dos micros satélites na Surrey, mas é interessante refletir sobre as circunstâncias que catalisaram tal inovação. Como de costume, não houve um fator único, mas uma confluência de personalidades, ideias, ferramentas e ambiente, que por coincidência estavam no lugar certo na hora certa.

"Meu fascínio pessoal tanto pelo espaço, quanto pelas telecomunicações, mais a percepção de que os dispositivos micro-eletrônicos emergentes no mercado comercial em meados dos anos 70 permitiram inventar funções complexas e sofisticadas com requisitos muito reduzidos de massa e energia, viabilizaram o "sonho" de um pequeno grupo de (então) jovens engenheiros que, munidos de minúsculo orçamento, pudesse construir, lançar e operar um pequeno satélite em órbita. Na época, claro, havia muitos profetas do apocalipse. Poucos acreditavam que esse satélite pequeno e barato, mesmo que fosse possível, pudesse ter qualquer uso prático importante. Houve até um debate sobre o que seria precisamente um pequeno satélite. Mas, da mesma forma que as anteriores observações de Edison sobre a corrente alternada - considerada "interessante, mas sem nenhum valor prático" -, aquelas ideias estavam ali para serem desafiadas.

"Os primeiros dois micros satélites da Surrey - UoSAT-1 e UoSAT-2 - foram projetados e construídos na universidade por pequena equipe de engenheiros pesquisadores, radio-amadores e acadêmicos. Lançados com êxito - "de graça" - pela NASA em 1981 e 1984, respectivamente, eles transportavam cargas desenvolvidas na Surrey para pesquisa e educação, sobretudo para demonstrar o potencial desses pequenos satélites e também investigar a adequação dos emergentes artigos de micro-eletrônica disponíveis no mercado (commercial-off-the-shelf - COTS) para uso no espaço.

"Muito se aprendeu - rapidamente, em primeira mão e por vezes a duras penas - com essas duas primeiras missões, não só em relação a problemas técnicos, mas também nas áreas de gestão e finanças. Em 1984, ficou claro que o governo do Reino Unido não iria adotar um programa nacional de satélite, independente da Agência Espacial Europeia (ESA), e que a ESA (e as indústrias aeroespaciais estabelecidas) era extremamente cética quanto à relevância dos micros satélites.

"Daí que se tornou necessário um modo sustentável de financiar a Surrey para capacitá-la a continuar o programa de pequenos satélites com acesso ao espaço a preços acessíveis e a atender às demandas de aplicações reais. Em 1985, a necessidade de catalisar aplicações industriais e comerciais mais amplas e de gerar renda regular para sustentar as atividades da área de engenharia de pequenos satélites na Universidade de Surrey - sem depender de financiamento público -, estimulou a criação da uma empresa na universidade, a Surrey Satellite Technology Ltd (SSTL).

"A SSTL forneceu um mecanismo formal para lidar com a transferência de tecnologias de pequenos satélite dos laboratórios de pesquisa acadêmica da universidade para a indústria, de forma profissional, mediante contratos comerciais. De 1984 a 1988, o SERC [Smithsonian Environmental Research Center] teve repentino interesse pelas possibilidades dos satélites menores e financiou algumas pesquisas em subsistemas e até mesmo um centro multi-universitário de pesquisas tecnológicas sobre mini satélites (T-sat). Mas o projeto tornou-se presa do pensamento convencional, cresceu dez vezes, virou um monstro e expirou antes de sair do papel. Apesar disso, o financiamento para pesquisa concedido pelo SERC à Surrey nos anos 80, usado em investigações essenciais sobre subsistemas de micros satélites baseados em COTS, gerou, desde então, cerca de 70 milhões de libras de retorno em receitas de exportação para o Reino Unido via SSTL.   

"Incorporando os mais recentes artigos de micro-eletrônica disponíveis no mercado (COTS), os dois primeiros micro satélites da Surrey - UoSAT-1 e 2 - utilizaram uma estrutura física bastante convencional - um "esqueleto" em que se montaram caixas de módulos contendo os vários subsistemas eletrônicos e cargas que incluíam um complexo tri-dimensional de interconexões.

"As experiências aprendidas com as duas primeiras missões, a necessidade de capacitar-se para acomodar variadas cargas úteis de diferentes clientes, sem ter que redesenhar e requalificar de cada vez a estrutura do satélite, o atendimento a uma lista de lançamentos-padrão, bem como a crescente demanda de densidade de empacotamento, compatibilidade eletromagnética, economia de fabricação e facilidade de integração - tudo isso levou a Surrey, em 1986, a desenvolver novo projeto modular de micros satélites com plataforma multi-missão.

"Esse micro satélite modular inovador não tem "esqueleto", e sim uma série de caixas de esboço padrão do módulo usinado de alumínio, empilhadas umas sobre outras formando um corpo em que os painéis solares e os instrumentos possam ser montados. Cada caixa modular abriga os vários subsistemas de micros satélites - baterias, condicionador de energia, tratamento de dados a bordo, comunicação e controle de atitude. As cargas estão alojadas de modo apropriado em módulos similares ou na parte superior da plataforma, ao lado de antenas e sensores de atitude. O uso de alumínio dá proteção anti radiação e boa condutibilidade térmica, sendo barato e fácil de alterar.

"O micro satélite emprega modernos e sofisticados circuitos eletrônicos disponíveis no mercado, para prover alto grau de capacidade. As cargas úteis de comunicações e de observação da Terra requerem plataforma que aponte para a terra e, assim, o micro satélite é mantido em 0.3A de nadir, empregando uma combinação de estabilização passiva de gravidade gradiente (que usa um boom de seis metros) e de circuito fechado de amortecimento ativo que usa eletroímãs operados pelo computador de bordo. A determinação da atitude é provida pelo Sol, por sensores do campo geomagnético e de câmaras do campo estelar, enquanto a posição orbital é determinada de forma autônoma em ± 50 metros por um receptor GPS de bordo.

"A energia elétrica é gerada por quatro painéis de GaAs de painéis solares montados em corpo único. Cada painel produz ~35W, armazenados numa bateria recarregável NiCd 7Ah. As comunicações são apoiadas por uplinks de VHF e downlinks de UHF, usando protocolos de link de pacote totalmente protegidos de erros, que operam em conjunto com terminais em estações de solo baseadas em PC. O sistema de manuseio de dados a bordo (OBDH) é a chave para a capacidade sofisticada do micro satélite.

O computador de bordo OBDH 80C386, coração do sistema, executa um sistema operacional multi-missões em tempo real com um disco de RAM CMOS em estado sólido. Há, além disso, um computador secundário a bordo, para compartilhar tarefas de computação intensiva e atuar como um back-up completo. A principal característica da filosofia OBDH é que todo o software a bordo do micro satélite é carregado após o lançamento e depois pode ser atualizado e recarregado à vontade pelo controle da estação de solo.

"Normalmente, o satélite é operado pelo principal computador OBC-386 e, em tempo real, pelo sistema operacional multi-missões. Todas as instruções de telecomando são registradas em um "diário" na estação de solo e, a seguir, transferidas ao OBC do satélite para execução imediata ou, mais comumente, em algum momento no futuro. A telemetria dos sistemas e cargas a bordo da plataforma é igualmente recolhida pelo OBC-386 e transmitida de imediato ou armazenada no disco RAM enquanto o satélite estiver fora do alcance da estação de controle. Os computadores OBC também operam os sistemas de controle de atitude segundo os algoritmos de controle que acolhem os insumos (inputs) de vários sensores de atitude e, em seguida, agem de acordo com eles. Assim, esse ambiente OBDH permite que um minúsculo micro satélite opere de modo grandemente complexo, flexível e sofisticado, habilitando o controle totalmente automático e autônomo dos sistemas de satélites e cargas úteis.

"As últimas plataformas SSTL de micros satélites ampliaram os subsistemas de apoio das comunicações de maior taxa de dados nas bandas S e X, o controle de atitude em três eixos que usa reação e volantes de inércia, a navegação autônoma que usa receptores de bordo GPS e propulsores de gás frio para manobras orbitais.

"Graças às missões regulares (quase anuais), as mais recentes gerações de componentes industriais podem ser introduzidas no satélite para propiciar saltos na capacitação - mas sustentadas a cada vez pela herança acumulada dos subsistemas que voaram no espaço antes. A arquitetura em camadas resultante alcança alto desempenho com redundância operacional, mas por meio de tecnologias alternativas e não por simples duplicação.

"Esse projeto modular de plataforma de micros satélites voou pela primeira vez em 1990 e desde então foi utilizado com êxito em 18 missões bem distintas, cada uma delas com diferentes necessidades de carga útil, permitindo que a espaçonave vá da solicitação inicial até a órbita (order-to-orbit) de forma regular em cerca de 12 meses.

"Entre 1990 e 2000, os micros satélites de Surrey desenvolveram continuamente suas capacidades, alcançadas gradualmente mediante lançamentos regulares. A ênfase sempre foi colocada sobre o uso de componentes COTS cuidadosamente selecionados, associado com um projeto de sistema resistente a falhas, um processo de qualidade total adequadamente dimensionado e um ethos de gestão mais típico da indústria de tecnologia da informação."

"E o que dizer do futuro?", pergunta Martin Sweeting ao final, e responde:

"Por enquanto, o grande satélite, ao lado de seus irmãos menores, ainda é necessário para prover comunicações de alta potência para pequenos terminais móveis ou de TV, a imagem da Terra com resolução inferior a um metro, e transportar instrumentos científicos que exigem grandes aberturas ou pesado sensores. Mas seus dias podem estar contados.

Não há dúvida de que os insetos são a espécie mais bem-sucedida na Terra: eles viram os dinossauros indo e vindo e, hoje, superam em número os seres humanos. Um único inseto, claro, raramente tem qualquer impacto significativo - mas uma horda de gafanhotos é muito diferente.

"Os atuais sistemas micro-eletro-mecânicos (MEMS) e as nano-tecnologias emergentes, impulsionados por demandas industriais e de consumo terrestres - não espaciais - vão em breve tornar realidade os pico e fempto satélites produzidos em massa, menores que um cartão de crédito.

"Um único desses satélites tem pouca aplicação prática, mas uma nuvem de femptos - coabitando o espaço - satélites com núcleos de IP intercambiáveis, inter-comunicações coerentes e o conhecimento de posição relativa precisa promete alta resistência a falhas, entidade reconfigurável em órbita em tempo real, que pode rapidamente se adaptar às demandas extremamente dinâmicas - para serviços de comunicações, sensoriamento remoto por radar ou observações ópticas. Não haverá mais satélites fixos e de grande configuração. E os dinossauros estarão no museu."

*José Monserrat Filho é chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, e diretor honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica


ACCC refuses to tackle widespread misleading conduct in the sunscreen industry



The ACCC has refused to take action against two sunscreen ingredient manufacturers, Antaria and Ross Cosmetics, for misleading conduct, despite clear evidence that the two companies sold nanomaterials as ‘non nano’ and ‘nanoparticle free’. Some of Australia’s biggest sunscreen brands were misled by Antaria and Ross and repeated their non-nano claims - including products such as Cancer Council Classic, Invisible Zinc Junior and Body sunscreens, Coles Sports and Woolworths Clear Zinc.
The ACCC has attempted to justify its refusal to act by claiming that there is no regulatory definition of nanomaterial in Australia. However both Antaria and Ross’s products are considered nanomaterials under relevant Australian, European and International ISO definitions.
The ACCC has also claimed that there is no credible evidence that sunscreens containing nanoparticles pose a health risk. The ACCC’s job is not to assess the safety of products but to determine if companies have engaged in misleading conduct, which in this instance they clearly have. The ACCC is not qualified to assess safety and its opinion that nano-ingredients are safe is not shared by the European Commission’s Scientific Committee on Consumer Safety (SCCS).
The SCCS recently recommended that certain nano titanium dioxide (TiO2) ingredients not be used in sunscreen because they strongly react with sunlight to produce free radicals and that nano TiO2 and nano zinc oxide (ZnO) not be used in powder or sprayable products because of the toxicity risk associated with inhalation.  The European Chemical Agency (ECHA) is also currently reviewing the safety of titanium dioxide (including the nano form) because of concerns in may be harmful to the environment and human health.  Meanwhile our regulators here have taken no action to remove these ingredients from sunscreen.
Furthermore, a recent Italian in vitro study using pig ear skin found that nano titanium dioxide damaged the outer layer of skin. The researchers warned that this could allow nanoparticles and other unwanted chemicals to penetrate the skin - posing a potential human health risk. 
The EU already requires the safety testing and labelling of nano-ingredients in sunscreens  and New Zealand will require labelling from 2015, yet in Australia nano-ingredients in sunscreen remain unregulated. 
Sunscreen ingredient manufacturers clearly can’t be trusted to provide meaningful information about the ingredients they are selling - which is why we need regulation. This scandal would never have happened if Australia regulated the use of nano-ingredients in sunscreens and ensured accurate labelling.
It’s a sad indictment of our regulators that Europe is leading the way when it comes to regulating nano-ingredients in sunscreen, when Australia is the place where sun is such a fierce presence in everyone’s life. Australians should have the same right to know what is in the products they buy as Europeans.

Plus de 500.000 tonnes de nanoparticules mises sur le marché français en 2012

Depuis cette année, la déclaration des substances à l'état nanoparticulaire est obligatoire. Quels sont les résultats ? L'Anses répond en dévoilant les premiers chiffres disponibles

Plus de 500.000 tonnes de nanoparticules mises sur le marché français en 2012

Le ministère de l'Ecologie a publié le 29 novembre le premier rapport effectué par l'Agence nationale de sécurité sanitaire de l'alimentation, de l'environnement et du travail (Anses) sur les substances à l'état nanoparticulaire produites, importées et distribuées en France.

"C'est la première fois que l'ensemble des fabricants, distributeurs ou importateurs de substances à l'état nanoparticulaire - substances à l'échelle du milliardième de mètre - doivent en déclarer les usages ainsi que les quantités annuelles produites, importées et distribuées sur le territoire français", rappelle le ministère de l'Ecologie. Les déclarations ont été closes le 30 juin dernier pour les données 2012.


280.000 tonnes produites en France

Il ressort des déclarations recueillies par l'Anses que 500.000 tonnes de substances à l'état nanoparticulaire ont été mises sur le marché en France en 2012 : 280.000 tonnes produites sur le territoire national et 220.000 tonnes importées.

Les principaux usages déclarés des nanoparticules sont les suivants : formulation de préparations et/ou reconditionnement (19,6% de l'ensembles des déclarations), autres (10,6%), revêtements et peintures, solvants, diluants (8,1%), cosmétiques, produits de soins personnels (6,1%).
Le nombre de catégories de substances à l'état nanoparticulaire déclarées est "compris entre 243 et 422", indique le rapport. Pourquoi une telle marge d'incertitude ? Car l'identification des substances déclarées n'a pas toujours été possible. Sur les 2.776 déclarations (sur 3.409) qui ont pu faire l'objet d'une exploitation, effectuées par 670 entités françaises, 41% d'entre elles "ne comportent pas d'identifiant permettant une identification de la nature chimique de la substance à l'état nanoparticulaire", précise l'Anses.
Le rapport dresse toutefois un tableau des catégories de substances mises sur le marché dans les plus grandes quantités. Arrivent en tête le noir de carbone, le dioxyde de silicium, le carbonate de calcium, le dioxyde de titane et l'oxyde d'aluminium.
Des données qui restent à affiner

"Un second rapport sera publié avant janvier 2014 qui permettra d'affiner ces chiffres en regroupant les déclarations par numéro CAS et celles par nom chimique", prévient le rapport.
"Les données relatives à cette première année de déclaration doivent (…) être considérées avec précaution", confirme le ministère de l'Ecologie. "Elles ne reflètent probablement encore qu'une image partielle du marché des substances à l'état nanoparticulaire, du fait de la nouveauté de cette obligation et de la multiplicité et de la diversité des acteurs concernés".
Certaines substances n'apparaissent manifestement pas dans le bilan des déclarations, prévient également le ministère, comme par exemple certains textiles intégrant des nanomatériaux pour leurs propriétés antibactériennes. La raison ? Ces substances sont incorporées dans des articles importés non soumis à l'obligation de déclaration dans la mesure où ces substances ne sont pas destinées à être rejetées dans des conditions normales d'utilisation, explique ce dernier.
Ces résultats permettent, quoi qu'il en soit, d'établir un premier bilan relatif à l'utilisation des nanomatériaux, qui permettra, souligne le ministère de l'Ecologie, de "guider les travaux de recherche et d'expertise sur les risques éventuels et les mesures de gestion adaptées, notamment en faveur des populations les plus sensibles".

Laurent Radisson


1º Workshop do Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens)

AEB promove workshop sobre construção e aplicação de nanossatélites
A Agência Espacial Brasileira (AEB) realiza entre os dias 2 e 5 de dezembro em sua sede, em Brasília (DF), o 1º Workshop do Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens).

O objetivo principal é qualificar engenheiros da instituição, estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros vinculados aos cursos de Engenharia Aeroespacial para iniciar o desenvolvimento de satélites de pequeno porte e baixo custo.

Especialistas de instituições de ensino superior internacionais com destaque e renome na área de nanossatélite como a Universidade de Vigo (Espanha), California Polytechnic State University (EUA), Università di Roma Sapienza (Itália) e Morehead State University (EUA) participarão do processo de transferência de tecnologia trabalhando ao lado de profissionais e estudantes brasileiros.

Professores dos cursos de Engenharia Aeroespacial das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG), do ABC paulista (SP), de Brasília (UnB), do Instituto Federal Fluminense (IFF), dos Laboratórios de Sistemas Integráveis Tecnológicos (LSITC), entre outras entidades, receberão treinamentos para concepção e desenvolvimento de nanossatélite.

Além de compartilhar conhecimentos tecnológicos, o programa Serpens também objetiva despertar o interesse dos estudantes para este segmento de aplicação e incentivar as instituições nacionais a criarem seus próprios projetos. A AEB espera apoiar missões semelhantes projetadas por institutos de pesquisas e universidades.

A proposta da primeira missão do programa é testar tecnologias que poderão ser utilizadas no Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD).

O Serpens atende as prioridades do Programa Espacial Brasileiro de domínio de tecnologias críticas com participação da indústria, universidades e institutos de pesquisa para o setor espacial.
Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)