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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Aditivos nano que vem da indústria do papel


A start-up quebequense, CelluForce, se coloca como pioneira na fabricação de celulose nanocristalina. Um aditivo saído da polpa de papel cujas propriedades mecânicas poderiam fazer sombra aos nanotubos de carbono.

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"Eis ao que reduzimos a polpa de papel!", diz René Goguen. Enclinando, na sala de controle da fábrica piloto da CelluForce, em Windsor, Quebec (Canadá), o responsável pela fabricação agita uma proveta cheia de um pó branco, com consistência de farinha. Trata-se da celulose nanocristalina (CNN).

Jóia da qúimica verde

Estas fibras - de 100 nanômetros de comprimento por 5 nanômetros de diâmetro-, apresentam
propriedades de resistência mecânica que oscilam entre aquelas do Kevlar e dos nanotubos de carbono. 

Utilizada como aditivo, a CNN poderia reforçar uma variedades de aplicações, indo dos materiais compósitos aos vernizes e pinturas de carros. Jóia da qúimica verde canadense, a unidade de demonstração industrial da CelluForce produz até 500kg por dia. 
A ideia de aproveitamento da resistência mecânica da celulose não é nova. Esta molécula orgânica é a que se encontra mais distribuída na terra. Ele confere sua rigidez especialmente às árvores. Numerosos laboratórios na França, Estados Unidos, Canadá ou nos países escandinavos estão interessados na sua obtenção. No entanto, poucos são os atores que têm passado à produção industrial da celulose nanocristalina.

Produtos inovadores para 2013

Com cerca de 20 patentes no assunto, a CelluForce partiu para a industrialização em janeiro de 2012. 
Ela se apóia especialmente no poder de fogo da Domtar, gigante canadense da indústria de papel, que a hospeda em suas instalações em Windsor, que lhe fornece as competências de exploração e a pasta de papel.

No início do procedimento, a pasta é submetida a um tratamento ácido destinado a extrair a celulose cristalina presente. 
Esta é, a seguir, recuperada com a ajuda de membranas de filtração. O resto da mistura, constituída de ácido, de açúcares e partes amorfas de celulose, sofre uma nova filtração, destinada a recuperar os acúcares. Estes são fermentados para produzir um biogás que contribui para autoalimentar a fábrica de energia. "A tecnologia-chave do procedimento reside nas membranas de filtração. Elas são as primeiras capazes de separar eficientemente açúcares em meio ácido", entusiasma-se René Goguen.

A CelluForce desenvolve atualmente, em colaboração com diferentes industriais, produtos inovadores, 
baseados em sua celulose nanocristalina. Prevista para 2013, as primeiras aplicações comerciais devem contemplar os compósitos e as tintas. A médio prazo, a empresa planeja também explorar as propriedades ópticas únicas das fibras de celulose, para aplicações tais como os papéis de segurança.

Tradução-MIA


Fonte: ABDI-NanoEmFoco